Confira artigo do diretor de TI da Pfizer, Maurício Pereira, especial para InformationWeek Brasil
Hoje em dia, um dos grandes desafios de todos os gestores de TI é fazer mais com menos. Parece velho e ultrapassado, mas não. Essa é a nossa realidade, imposta por um mundo cada vez mais globalizado e competitivo: pressão por redução de custos, acompanhar as inúmeras mudanças dentro da organização, fazer a gestão do portfólio de projetos, gestão da equipe, cuidar do dia-a-dia e administrar a pressão por novas demandas de serviços de TI.
Por mais bem-planejado e acordado seja o portfólio de projetos de TI com os clientes internos, estamos sempre recebendo solicitações de novos projetos, sem contar aquela demanda que não agrega valor algum. Costumo chamar esta prática de demanda podre, que temos de atender (como manutenção e correção de bugs).
Ora, se o portfólio de projetos foi acordado com os clientes de TI, por que eles continuam gerando novas demandas? As empresas são dinâmicas, pois têm de se ajustar às mudanças e aos novos desafios do mercado em constante mudança. São estas mudanças as geradoras das demandas não planejadas. Pois até mesmo as estratégias de curto e médio prazos ? que são o nosso grande norteador ? têm de se adaptar aos novos desafios, e com muita agilidade. Caso contrário, a empresa estará fora do jogo.
Este cenário com certeza nos é bem familiar. Logo, não adianta se lamentar que o portfólio de projetos não é respeitado ou que a empresa é muito dinâmica. Esta é a realidade do jogo. Muito bem, vamos encarar e mãos à obra (dando conta do recado e colaborando para que a empresa esteja no jogo e ganhe a partida). Parece simples, mas não é.
De nada adianta encarar a realidade e ter uma boa equipe, supercapacitada em gestão de projetos. Se não tivermos a habilidade de nos ajustarmos às mudanças, na mesma velocidade em que a empresa está se movimentando, não daremos conta do recado.
Se o gestor de TI não fizer parte do comitê executivo, onde se discutem as novas estratégias, a chance de ele ser pego de surpresa é muito grande. E pior, às vezes, um pouco tarde.
Portanto, trate de estar próximo do comitê executivo e participar ativamente das discussões estratégicas e definições dos projetos estratégicos. Isto não é tudo. Outro cuidado muito importante é o balanceamento entre projetos estratégicos e a disponibilidade de recursos. Não estou falando de recursos de TI apenas, mas principalmente, dos parceiros internos, que são fundamentais para a execução dos projetos com sucesso.
Algumas dicas importantes: esteja perto das decisões estratégicas, tenha uma visão bem clara dos objetivos estratégicos de TI, faça o balanceamento de projetos e recursos, conquiste parceiros para os projetos de TI e sempre que possível delegue a gestão do projeto ao principal cliente do mesmo. Por fim, uma boa comunicação é fundamental.
* Maurício Pereira é CIO da Pfizer