Sistema de gestão nas áreas financeira e logística automatizou procedimentos manuais e estruturou as informações financeiras
A atenção das companhias em processos e controles costuma acompanhar altas taxas de crescimento. Foi o caso da unidade da Terex – multinacional de equipamentos para construção – localizada em São Paulo. Embora faça parte de um grupo norte-americano com 17 mil colaboradores e receita global de US$ 9,6 bilhões em 2007, a empresa tinha apenas 12 funcionários no Brasil no começo do ano passado. Seus negócios começaram a se expandir e seu tamanho quase quadruplicou naquele ano: fechou com 40 profissionais e receita de R$ 180 milhões.
A movimentação da Terex acompanha o mercado de construção e serviços correlatos, que deve atingir a casa de dois dígitos de crescimento em 2008. Dentro deste contexto, há um fator em especial: a entrada em vigor da norma regulamentadora (NR) 18, referente a segurança do trabalho, no fim de 2006. A NR 18 estabeleceu que edificações com mais de quatro andares ou altura equivalente passassem a usar, em vez de andaimes comuns, estações aéreas de trabalho – a especialidade da empresa.
Assim, ao longo de 2007, conforme a Terex ia crescendo, estruturou-se também a área de TI (antes havia apenas um suporte técnico terceirizado que prestava serviços ocasionalmente) e a empresa ganhou um diretor-financeiro. Com a profissionalização, as demandas começaram a se desenhar: no campo operacional, ferramentas foram solicitadas e para a administração, cada vez mais, eram pedidas informações confiáveis para se tomar decisões estratégicas.
Segundo José Rubens Michalany, gerente de TI da Terex para América Latina, o diretor-financeiro solicitou um software de gestão. O executivo de TI, contratado em agosto, começou a implantação do sistema no mês seguinte. “Decidimos por um ERP da Datasul para as áreas financeira e logística da empresa”, conta Michalany.
Em setembro, foi feito o mapeamento de competências, processos, cadeia de valor e outros itens. Em outubro as informações começaram a ser passadas para o sistema. A fase de testes ocorreu em novembro e, no mês seguinte, o projeto entrou na etapa de estabilização. “Em janeiro fizemos a ?virada’, ou seja, em três meses implementamos o ERP”, destaca o gerente. O trabalho foi realizado em conjunto com a Centrosul, franquia da Datasul de Porto Alegre-RS. “Eles já estavam trabalhando com a fábrica da Terex localizada na região, dedicada a equipamento para asfalto”, explica Michalany.
A implementação do sistema recebeu investimentos de R$ 170 mil e exigiu a aquisição de servidores Dell com redundância. Para o gerente de TI, o maior desafio do projeto foi gerir o tempo e as pessoas. “Envolvemos dez usuários-chave, das áreas financeiras e contabilidade. Em alguns momentos, pessoas de ambas as áreas tiveram que trabalhar na mesma coisa, fazer horas extras”, conta Michalany.
Há cinco meses em operação, o sistema de gestão está apresentando os resultados desejados pela diretoria da Terex, segundo o gerente de TI. “Os processos estão claros, mais rápidos e a informação agora é exata. A empresa tem uma visão única dos números e otimizamos as operações”, detalha.
Procedimentos antes feitos manualmente, como faturamento e fluxo de caixa, passaram a ser automatizados. Na área de logística, a entrada de peças também não precisa mais de envios de impressão à contabilidade, tudo é feito pelo sistema. “O número de faturas em atraso zerou e a inadimplência também foi eliminada em abril de 2008”, pontua Michalany.
O ERP da Terex não vai parar nas áreas financeira e logística. De acordo com Michalany, novos módulos de auditoria, produção, controle orçamentário e business intelligence já estão em vista. A implementação faz parte do crescimento da Terex, que tem o apoio da matriz. “Com a economia norte-americana em crise, o foco deste ano moveu-se para os mercados emergentes”, finaliza.