Prestação de serviços pelas áreas de back office: o trabalho em equipe não seria a solução facilitadora?
Quando falamos em prestação de serviços, temos sempre de focar nos resultados, isto é, no “produto” que o cliente realmente está interessado em receber. Uma encomenda precisa ser claramente entendida para que a entrega seja a solicitada, sendo, portanto, essencial que o demandante e o demandado estejam totalmente alinhados.
No atual mundo dos negócios tem-se por hábito confundir o sentido de velocidade de entrega com pressa, de forma que etapas importantes de definição de um projeto acabem por ser subestimadas ou suprimidas em relação ao todo, gerando impasses e/ou deficiências para a adequada profundidade no entendimento da solução. Neste contexto, o forte alinhamento e a sincronia entre os responsáveis tornam-se fundamentais.
Entendamos como premissa que o sentido do termo alinhamento consiste no perfeito entendimento do problema ou oportunidade, bem como da plena compreensão do que se pretende construir. A adequada formação da equipe que irá buscar a solução é essencial, pois serão estes profissionais – e não as áreas ou a companhia – os efetivos responsáveis pelo sucesso da empreitada.
A ausência de claro e prévio alinhamento entre áreas e, principalmente, profissionais envolvidos, tem sido o mote de perdas significativas de recursos financeiros ou humanos no mundo corporativo. O trabalho em equipe e perfeito alinhamento de ideias representa a mola propulsora do sucesso de um projeto e da própria companhia.
Nesta mesma linha, entendo que a formação de uma equipe focada na realização de um projeto deve respeitar, minimamente, algumas premissas básicas, tais como disponibilidade; perfil individual versus perfil dos demais membros; nível adequado de conhecimento; vontade de participar e obter sucesso; foco no objetivo pretendido; entendimento e aceitação do gestor envolvido ou superior hierárquico; e valorização clara do trabalho dos profissionais envolvidos.
Acima de tudo, devemos buscar fortemente o conceito de “IMF” que, mesmo parecendo sigla de algum sistema, significa simplesmente “início, meio e fim”. A busca incessante pela solução ou término da demanda deve ser uma condição básica para se aprovar qualquer iniciativa. O grande desafio é conseguirmos colocar de lado o interesse individual em prol do coletivo, o que não é nada fácil, entretanto, sem sombra de dúvida, teremos equipes mais fortes e integradas.
Quando digo “a quatro mãos”, tento trazer para a vida empresarial a aplicação de conceitos e exemplos básicos do mundo externo, tais como construir algo significativo com outras pessoas, carregar um peso superior à nossa capacidade individual, ajudar alguém em uma tarefa etc. Assim, buscamos que o apoio, o sincronismo, o prazer em trabalhar em conjunto e a satisfação pelo sucesso sejam parte de nossa rotina pessoal e profissional e nos ajudem na busca pela quantidade de resultados que precisamos alcançar. Para finalizar, gosto muito de um ditado chinês que diz o seguinte:
“Se você deseja um ano de prosperidade, cultive grãos.
Se você deseja dez anos de prosperidade, cultive árvores.
Mas se você quer cem anos de prosperidade, cultive gente.”
*Marcos Rodrigues é diretor-corporativo de TI, processos e PMO da Construtora Tenda S.A. O executivo escreveu com exclusividade para a revista InformationWeek Brasil.
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