ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Executivos de TI do Ano: V & M do Brasil Ganha nd Categoria maturidade dos Processos de TI

Primeiras colocadas apostam em processos e metodologias consagradas para atingir grau de excelência em TI

Publicado: 11/05/2026 às 13:39
Leitura
6 minutos
Executivos de TI do Ano: V & M do Brasil Ganha nd Categoria maturidade dos Processos de TI
Construção civil — Foto: Reprodução

– maturidade dos processosEm que pé andam os processos em sua empresa? Eles já atingiram um nível de

maturidade almejado por você e seus pares? Quem lidera um departamento de

tecnologia da informação sabe da dificuldade de implantar e fazer com cada etapa

seja seguida para que o resultado objetivado seja conquistado. As empresas V

& M do Brasil e Unifertil, cada uma com desafio e realidade diferentes,

trabalham em cima desta tarefa há alguns anos e colhem os benefícios de adotar

metodologias consagradas como Itil e Cobit. Não é à toa que Deciomar Magalhães e

Marisa Costa, líderes da TI das respectivas companhias, foram os mais

bem-colocados na categoria maturidade dos processos de TI do Prêmio Executivos

de TI do Ano 2010.

Na V & M do Brasil, companhia de siderurgia de origem

francesa e instalada em Minas Gerais, como garante Magalhães, a TI é muito

respeitada e todos sabem da importância do trabalho do departamento para o

andamento da empresa. “Não é core, mas é importante para a empresa funcionar bem

e impulsionar seus resultados. Tudo é baseado em sistemas”, comenta o

campeão.

O executivo trabalha sua visão baseada em dois tipos de público, o

de sistemas e processos, que reconhece de forma mais fácil o valor da TI, e o

que ele chama de grande público, que são os usuários de help desk e queixa-se

quando uma questão não pode ser resolvida de forma imediata, algo que qualquer

CIO deve conhecer bem, já que este é um comportamento bastante comum. “Fazemos

pesquisa de satisfação e, no geral, a TI é bem percebida”, reforça.

Com

operacional e desenvolvimento terceirizados, a equipe de 57 pessoas comandadas

por Magalhães, que responde pela América do Sul, trabalha em mente com áreas

foco. Entre elas, destaca-se a parte de processo, onde ficam alocadas 27 pessoas

que cuidam de melhorias no sistema de gestão – eles utilizam o ERP da SAP. Além

disso, eles possuem uma área de infraestrutura, que elabora novos projetos. Como

o operacional é terceirizado, estes funcionários focam gestão de contratos,

processos e projetos, ademais da parte que envolve governança, onde seis pessoas

assistem ao planejamento de TI, gestão de ativos, relação com cadeia de

suprimento, gerência de projetos e controladoria.

“A governança é evolução de

alguns anos. Nos adaptamos às regras da matriz e estamos alinhados com eles na

elaboração de portfólio. Somos baseados em Cobit para governança e em Itil para

operação. Em sistemas usamos metodologia baseada em CMMI e para projeto PMBok”,

detalha. A parte de PMBok, aliás, eles começaram antes da matriz, que chegou a

avaliar a possibilidade de usar o mesmo modelo.

Com orçamento que varia entre

R$ 20 milhões e R$ 30 milhões, que permaneceu estável para 2010, Magalhães

assiste à evolução de sua área sempre preocupado com a melhoria de processo e

também com a percepção que tem tido dos 2,5 mil usuários de TI na companhia.

Quando há projetos, reuniões são feitas para verificar andamento e pontos de

alerta. Há ainda o comitê diretivo, do qual participa a cúpula da

compania.

“Estamos bem evoluídos, mas há sempre o que fazer. A melhoria é

contínua. Quando a organização da empresa muda ou mesmo uma área de negócio,

precisamos estar atentos para que o negócio se desenvolva da melhor forma

possível. Se deixa de investir perde tudo o que ganhou e processo envolve muita

comunicação”, alerta.

Fazendo render

A situação de Marisa, da

Unifertil, sediada no Rio Grande do Sul, traz um pouco mais de desafios. A

equipe da coordenadora de TI soma seis pessoas para tocar tudo, desde o

desenvolvimento de sistemas, à elaboração e à implementação, até processos e

governança. Claro que ela conta com algumas terceirizações, como a de

impressoras, suporte e links; e a executiva costura também parcerias em alguns

desenvolvimentos.

“No caso da nota fiscal eletrônica (NF-e), que entramos no

ano passado, fizemos parceria, a integração foi interna e desenvolvimento da

Target IT, que manda para Sefaz. Não tinha porque reinventar”, exemplifica. Mas,

para Marisa, o maior desafio em sua área é processo. “Como trabalho com tudo,

temos de ser organizados e ter boas práticas. Há dois anos, comecei a estudar e

a adaptar Cobit e Itil para minha realidade.”

O trabalho de implantar

melhorias baseadas nessas metodologias iniciou-se pela área de serviços, como

contou a executiva à InformationWeek Brasil. Ela lembra que foi criada uma

central de serviço baseada na literatura da própria companhia que registra tudo

o que a TI faz. “Criamos um sistema interno para registrar tudo o que é pedido

para a TI e ter ideia da demanda. Depois criamos uma pesquisa para saber como

solucionar pequenos problemas. Mudamos a cultura. Tem que disciplinar o usuário

que antes ligava e, hoje, tudo que pede para o departamento é via sistema.”

A

TI da Unifertil também fez um trabalho para documentar processos em suporte e

desenvolvimento. Quando há a palavra projeto é feito um planejamento mínimo e,

para isso, criou-se regras na equipe. Eles fazem reuniões semanais, além de uma

grande mensal onde é feito um apanhado geral. “Meus funcionários são analistas

de negócios.”

Mas desenhar processos não foi o único desafio. Marisa precisou

ainda convencer a direção de que, com processos, o tempo para entrega poderia

aumentar, já que a equipe é pequena e seguindo um passo a passo, que traz mais

qualidade e segurança, não necessariamente resultaria em um procedimento mais

ágil. “É um paradigma, há pressão.” Outro ponto frisado pela coordenadora é a

necessidade de comunicação. “Sempre se fala que o gestor de TI tem de entender

do negócio, mas ele também precisa saber comunicar e vender o peixe. Com isso,

fica mais próximo das outras diretorias e é uma conquista.”

Para Marisa, a

certificação ISO 9001 recebida pela empresa em 2006 motivou o estabelecimento de

processos claros, já que a TI foi incluída na avaliação para garantir a

acreditação. “Hoje já existem processos mapeados, métricas, indicadores. Já

estamos com maturidade muito superior a de alguns anos, mas temos muito a

caminhar pois o processo é lento”, contabiliza, ao lembrar dos 36 anos de

mercado da companhia.

Algo também ajudado pela certificação ISO foi a redução

de indicadores avaliados. Em 2008, na segunda avaliação, a auditoria pediu que

eles passassem a focar naquilo que eles estavam mais bem ranqueados, com isso, o

número de indicadores caiu de seis para dois. “Aprendemos que não precisamos de

um indicador para cada processo.”

 

Leia mais:

Confira

o Especial Executivos de TI do Ano 2010

=> Você tem Twitter? Então, siga http://twitter.com/IT_Web

e fique por dentro das principais notícias de TI e telecom. 

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas