Companhia investiu cerca de R$ 2 milhões na readequação de sua infraestrutura na baixada santista
A empresa de operações portuárias Libra Terminais padronizou, atualizou, aumentou o desempenho e implantou monitoração e controle de gestão em sua rede de dados localizada no Porto de Santos. A operação no litoral paulista é tida como crítica pela companhia por diversos fatores, dentre os quais a representatividade do negócio dentro do grupo que atua, ainda, em outras frentes como logística em porto seco e participações (holding).
Quando assumiu como gerente de TI da empresa na baixada santista, em março de 2009, Diogo Vasconcellos viu gargalos tecnológicos que o incomodavam. Esses pontos tocavam desde a própria infraestrutura, passando por questões como queda na rede, sombras no sinal de wireless e infecção de sistemas por vírus. “Bati o olho e achei que tinha alguma coisa errada”, recorda. O executivo, naquele momento, partiu em busca de uma solução.
A empresa colocou uma RFP (sigla em inglês para solicitação de proposta) e começou a avaliar provedores de tecnologia para a iniciativa. Por volta de setembro, a Libra Terminais escolheu como fornecedor para tocar o projeto a Nec Brasil, que participava de uma iniciativa semelhante na divisão de Participações do grupo e veio bem referendada por um par do executivo.
Um contrato de 48 meses foi formalizado no começo de 2010 quando a provedora começou um trabalho de mapeamento dos pontos do projeto. A iniciativa envolvia um “reprojeto” de toda a rede, com identificação e isolamento de gargalos, troca de equipamentos por outros gerenciáveis e adequação do ambiente de segurança.
“A primeira coisa que implantamos foi o monitoramento nos equipamentos que tínhamos”, comenta Vasconcellos. Acertado esse ponto crítico, explica o executivo, foi a hora de começar a substituir dispositivos a começar pela parte de segurança e, depois, partindo para a conectividade. Agora em agosto, concluí-se a troca e as máquinas novas entram na totalidade.
O projeto contemplou uma infraestrutura completa de cobertura wirelles em torno de 2 km no Porto de Santos. Além de uma atualização nos padrões e a inclusão de um sistema de segurança e firewalls, com monitoramento em toda a rede LAN e WLAN da empresa. Contemplando toda transformação, o investimento girou na casa dos R$ 2 milhões, com expectativa de que o retorno (ROI, na sigla em inglês) venha em cerca de dois anos.
Também pudera. As quedas na rede caíram praticamente a zero – contra um cenário de duas por semana vivido antes da reformulação. Além disso, quando não tinha controle sobre o processo, a TI precisava esperar o usuário ser impactado e avisar quanto aos eventuais problemas. “Agora, já percebo isso e posso identificar e atuar mais proativamente”, compara.
O executivo antecipa que, agora, a ideia é estender o projeto para o Porto do Rio de Janeiro. “Um ambiente mais controlável, mas o nível de operação que temos agora exige um gerenciamento mais profissional também”, conclui.