Segmento de construção caracteriza-se por uma operação descentralizada, onde cada obra é considerada uma filial. A TI tem que estar preparad
A construção civil é um setor fundamental, responsável por gerar 20% dos empregos formais e uma das locomotivas econômicas com importante participação do PIB brasileiro. Programas como “Minha Casa, Minha Vida”, eventos como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016 e o crescimento do País demandarão investimentos crescentes e atualização do setor. Mas qual o papel da TI na modernização e aumento da produtividade desta indústria?
Como toda obra, tem-se que começar pelo alicerce. Na TI, ele se chama ERP e, quando bem implementado, dá à empresa processos de negócio integrados com controle e governança. A indústria da construção é orientada a projetos. Cada obra é única e depende de um planejamento inicial e controles específicos para atender às necessidades, diferentemente da indústria de manufatura onde um produto é fabricado milhares de vezes, de maneira repetitiva e com previsibilidade de custo e processo.
Uma obra exige um planejamento detalhado antes do seu início e controles durante a execução. Por isto, o módulo do ERP denominado “Projects” é essencial para esta tarefa, pois possibilita o gerenciamento de projetos integrados ao sistema, realizando o controle por tarefas, prazo, custo e orçamento. Além disto, está disponível uma cesta de funcionalidades que devem ser atividades de acordo com a necessidade de cada negócio.
Alguns benefícios versam sobre ganhos de controle sobre o ciclo de vida do projeto; eliminação da entrada repetitiva de dados e controles paralelos; automatização ao gerar relatórios para controles gerenciais e de auditoria; maior precisão das informações financeiras; formação de uma base de conhecimento com registro de projetos e possibilidade de redução de estoque.
Constituída a base é possível a complementação com ferramentas que trazem ganhos de produtividade e melhora dos serviços prestados, como portais de auto-atendimento para os funcionários, movimentação de materiais com código de barras, utilização de sistemas de WMS, automação da medição com fornecedores e integração com fornecedores utilizando B2B.
O segmento de construção caracteriza-se por uma operação descentralizada, onde cada obra é considerada uma filial. A TI tem que estar preparada para abrir tantas “filiais” quando o negócio demandar; por isso, os sistemas têm de estar preparados para ter os processos replicáveis e com bastante agilidade. Outra categoria de ferramentas bastante aplicáveis ao segmento são ferramentas de infraestrutura que reduzem custos operacionais, mas exigem estrutura sólida de redes e telecomunicação possibilitando a disponibilização dos seguintes serviços como telefonia IP, áudio e webconferência e a padronização do acesso a rede com utilização do AD (Active Directory).
O crescimento projetado para o segmento de construção faz com que aumente a responsabilidade do gestor de TI na escolha da tecnologia correta. O foco tem de ser o aumento da produtividade e a redução de custo. A boa notícia é que a tecnologia está bastante madura com boas opções disponíveis.
*Paulo André Garcia de Souza é CIO da WTorre. O executivo escreveu com exclusividade para InformationWeek Brasil.
Leia também: