Quando se trata de inovação, a ArcelorMittal posiciona-se entre moderada e conservadora, mas assume é early adopter em certas situações
Ter bem consolidadas as governanças corporativa e de TI é o passo mais importante para gerenciar as ondas tecnológicas e aumentar o nível de acertos nas decisões que envolvem adoção ou não de novas ferramentas ou metodologias. A visão é de Flávio da Silva Almeida, gerente-geral de informática da ArcelorMittal Tubarão, empresa siderúrgica que compõe o grupo ArcelorMittal Brasil, juntamente com a ArcelorMittal Aços Longos e ArcelorMittal Veja
Almeida considera que a siderúrgica fez o dever de casa nesta área. “Temos avaliação das expectativas de cada área de negócio, de forma que podemos trabalhar com as demandas tecnológicas em ciclos de médio e longo prazo.” Com um planejamento que cobre cinco anos, revisado a cada ano, a empresa tem conseguido filtrar a contento tudo o que é aplicável e traz valor, observada a estratégia do negócio. “A organização – e não o mercado fornecedor – é o ponto de partida. O CIO tem de entender o grau de complexidade do negócio, a cultura da organização e o nível de maturidade dos seus processos. Esse conhecimento será sua base de sustentação e de tomada de decisão”, ensina.
Quando se trata de inovação, a ArcelorMittal posiciona-se entre moderada e conservadora, mas assume comportamento de early adopter em circunstâncias que combinam necessidade do negócio com motivação tecnológica. “Em 1994, por exemplo, enquanto ainda predominava a cultura do mainframe na indústria siderúrgica, fomos um dos primeiros a partir para servidores, banco de dados relacional e interface gráfica. Com esta postura, passamos incólumes pelo Bug do Milênio sem precisar alterar nada”, lembra.
A TI da ArcelorMittal está avaliando, atualmente, a aplicabilidade das redes sociais para o negócio. Isso inclui analisar o mercado e as tecnologias disponíveis, identificar quem será o patrocinador do projeto, realizar testes de conceito e implementar piloto e estratégia de gestão da mudança.
O gerente considera normais as cobranças oriundas de CEOs e outras instâncias. “Gerenciar essa pressão não é difícil se o CIO participa da gestão da empresa. Caso contrário, se a TI for apenas suporte na organização, ele certamente será bombardeado de todos os lados”, analisa o executivo, que costuma convidar diretores das demais áreas para que participem de fóruns e criem uma cultura de discussões sobre TI. “Estamos avaliando virtualização e outros investimentos, além das redes sociais, sem nunca esquecer que nem toda tecnologia que faz sentido aos olhos da TI fará o mesmo sentido aos olhos do negócio”, pondera.
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