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Modismo: pensando fora da caixa

Conselho de TI da Alcoa ajuda identificar o que é ou não hype

Publicado: 21/05/2026 às 20:31
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Modismo: pensando fora da caixa
Construção civil — Foto: Reprodução

Largar na frente, na condição de early adopter, não é raro na Alcoa, cuja história se confunde com a do alumínio – o fundador da empresa, Charles Martin Hall, foi quem inventou, em 1886, o método que permitiu a fabricação economicamente viável do metal. “O gosto pela inovação está no DNA da empresa”, garante Tania Nossa, gerente de informática para América Latina. Um exemplo de vanguarda na multinacional foi o projeto que promoveu convergência de mídias na planta industrial de São Luiz (MA), uma solução inédita no País e rara no mundo em 2003. Com a inovação, trabalhadores de chão de fábrica substituíram aparelhos de computação e de comunicação por um único PDA com tecnologia Wi-Fi, para a tarefa de vigiar parâmetros do processo de eletrólise da alumina em mais de 600 cubas instaladas em um espaço que atinge quilômetros. A iniciativa eliminou a necessidade de deslocamentos até distantes salas de controle, uma vez que checagem de dados e correção de falhas nos parâmetros passaram a ser feitas remotamente. “É curioso como muitas vezes os americanos inventam as ferramentas, mas são os brasileiros, com sua flexibilidade e criatividade, que partem na frente com aplicações e adoção efetiva”, reflete Tania.

O processo de separar o joio do trigo, identificando o que é modismo ou não, é facilitado pela estrutura global da Alcoa, que mantém um conselho de TI do qual participam representantes das diversas regiões. “Temos um grupo que analisa as novas tecnologias, há laboratório para teste de ferramentas e cientistas que trabalham próximo de grandes consultorias e fornecedores”, informa a executiva.  Há um time global de estratégia dedicado exclusivamente a estudar as novas tecnologias que, no momento, estuda tendências como computação em nuvem, ferramentas de colaboração convergentes e BYOC (do inglês, bring your own computer), um programa que dá ao funcionário verba corporativa para adquirir e liberdade para conectar à rede o seu próprio  PC ou handheld.

Mas a estrutura que facilita a inovação na Alcoa não elimina a pressão sobre os CIOs nem sua ansiedade. “Cada dia surge uma  oportunidade de reduzir custos, um dispositivo com mais funcionalidades, um software com mais recursos. É difícil gerenciar tudo. Mas entendemos que esta pressão é inerente ao cargo e que, independentemente de estudos, há sempre riscos e incertezas. Afinal, nem a Apple sabe se o iPad vai vingar”, exemplifica.

Não só a cultura voltada para a inovação, mas também o nível de confiança obtido pela TI na empresa facilita a rotina do CIO na Alcoa. “Os executivos entendem e aceitam quando você descarta uma tecnologia”, diz Tania, citando como exemplo a decisão de não embarcar na onda do Second Life quando o ambiente virtual era hype na web. “Testamos e constatamos que não havia maturidade ou viabilidade econômica.” Por outro lado, a empresa avançou sem receio na adoção de ferramentas da Web 2.0, como o twitter corporativo.

Para Jair Fahl, consultor de TI da Terco Grant Thornton, a tarefa de gerenciar ondas tecnológicas é mais árdua quando o CEO da empresa não tem muito conhecimento sobre TI, o que o leva a questionar o CIO sobre toda e qualquer novidade de que ouve falar.  “A  proatividade do executivo de TI, acompanhando permanentemente as novidades, é o jeito mais óbvio de diminuir o risco de ser cobrado por algo que desconhece completamente”, relata Fahl.

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