Irajá Curts, líder de TI da empresa, revelou como a governança de TI foi implementada e mudou a imagem da área perante as demais
Na Frimesa, empresa paranaense especializada no abate e
processamento de carne, há dois anos, a TI enfrentou o desafio de tornar a
governança uma realidade. “Todas as empresas têm governança; elas se
diferenciam pelo nível de adoção. O nosso era quase zero. A empresa cresceu
muito, mas não trabalhou este aspecto”, reconhece o CIO, Irajá Curts.
A área era vista com descrédito, como sendo reativa e com
uma imagem de que apenas resolvia problemas, apagava incêndio. Isto fez com que
a diretoria interviesse, tomando medidas como a chefia do CIO – de uma hierarquia
na qual TI reportava-se ao CFO para responder diretamente à diretoria executiva.
“Quando estamos subordinados à área financeira acabamos virando um valor.”
Atualmente, a TI se vê como par do negócio, mostrando as melhores opções de
mercado.
Acompanhe a cobertura completa do IT Forum +
De acordo com Curts, a TI cresceu de forma descontrolada, não
existiam metodologias, processos ou registros do que e como era feito para
atender à demanda. Esta radiografia apontava para uma equipe sobrecarregada e o
usuário não tinha um ponto focal. “A gestão de projetos não tinha metodologia,
não se conheciam o cronograma e os prazos. A empresa fazia projetos e, quando
ficasse pronto, estava bom.”
Agora, o departamento comandado por Curts conta com metodologias
definidas para implementação, além de ter adotado as melhores praticas de
mercado, baseadas em Itil. Há
também uma equipe de suporte com função de ser o canal principal entre os usuários,
as outras áreas de negócios e a TI. Assim, segundo ele, as demandam conseguem
ser atendidas em tempo hábil. “Fazemos parte da estratégia e o conhecimento não
esta mais na cabeça do técnico e, sim, documentado”, comemora o CIO.
Leia mais: