Num ano que promete ser cheio de mudanças, é preciso estar preparado e se antecipar às variações que impõem desafios à TI.
As expectativas geradas vão além das transformações tecnológicas e cada vez mais as empresas necessitam que a área de tecnologia conheça, se envolva e passe a utilizar o seu conhecimento técnico como uma habilidade empresarial adicional.
Com esses desafios em vista, a TI trabalha cada vez mais inserida no negócio e, para isso, segue três importantes princípios para maximizar as chances de sucesso e o cumprimento dos prazos, ao mesmo tempo em que minimiza os riscos e a falta de atendimento das expectativas.
O primeiro princípio chama-se ?Integridade das Informações?, cujo foco é garantir dados consistentes, verídicos e íntegros. Hoje se espera que a TI vá além dos tradicionais controles de inventários de software e hardwares, disponibilidade de uso, registro de incidentes e indicadores de desempenho da área. Pode parecer fácil, mas, na prática, é muito complicado. Citemos um exemplo: ao recebermos uma solicitação de alteração de sistema, o que enxergamos na verdade é um pedido para mudar algo no processo existente. Trata-se de uma mudança
de negócio e não simplesmente de tecnologia.
Como segundo princípio há o que chamamos de ?Continuidade do Negócio?, onde o foco principal passa pela mudança cultural dos profissionais de TI. Isso significa não mais se limitar somente aos planos de recuperação de desastres e de contingências. O modelo do negócio precisa de algo mais dinâmico e seguro, pois qualquer interrupção pode representar um lucro não-consumado ou até mesmo um prejuízo à empresa.
Quando falamos de continuidade, o que se busca é evitar as interrupções do negócio e, nesse aspecto, não nos restringindo apenas aos sistemas e computadores, mas também aos profissionais de TI e de outras áreas. Sabemos que imprevistos ocorrem, mas devemos mitigá-los ao máximo e estarmos preparados. O que não puder ser evitado, que tenha, ao menos, o menor impacto possível.
Por fim, há a ?Integração das Soluções?, onde realmente podemos fazer a diferença. Para integrar tecnologias disponíveis precisamos praticar a visão estratégica e de processos e colocar a famosa ?visão sistêmica? para funcionar, enxergando o todo e realizando uma boa análise de riscos e impactos. O que se espera é não sermos simplesmente as pessoas que irão dizer onde estão as dificuldades, mas as que apontarão oportunidades escondidas no problema em questão.
Veja, não há mais espaço para a TI tradicional, que se preocupa apenas com sistemas e equipamentos. Para estar inserido no negócio, precisamos vivenciá-lo, ser pessoas de negócio, fazer com que a TI deixe de ser Tecnologia da Informação para ser Transformando e Integrando.
Não há mais espaço para a TI tradicional, que se preocupa apenas com sistemas e equipamentos