ID Logistics virtualiza 75% dos servidores e ganha facilidade de gerenciamento do ambiente e agilidade para subir novas aplicações
A virtualização caminha a passos largos nas companhias mundo afora. Enquanto muitos já colhem ? há um bom tempo ? os benefícios
do conceito, outros passam a explorar facilidades de consolidação, economia de recursos, disponibilidade e escalabilidade gerada pelo
modelo. No início de 2010, a ID Logistics começou a trilhar o caminho na direção de particionar equipamentos físicos em recursos virtuais.
A provedora de serviços relacionados à gestão de armazenamento e transporte encontrava-se numa fase onde precisava atualizar seu
parque de máquinas. O desejo contemplava, ainda, adotar um modelo que não engessasse a expansão de negócios, estourasse o orçamento e não acarretasse mais esforços para gestão do ambiente.
?Sempre que queríamos expandir recursos ou avançar em nova tecnologia ou aplicação, comprava-se um novo servidor. Isto exigia muito recurso e demandava grande esforço de gerenciamento?, recorda Martin Haber, gerente de sistemas da ID Logistics no Brasil, lembrando
que o antigo cenário de gerenciamento, com 22 máquinas físicas, tornava-se cada vez mais complexo. A saída óbvia foi a virtualização.
O primeiro passo foi procurar um parceiro tecnológico para o projeto. Como a Dell tinha um relacionamento de longa data, ela foi a escolhida. Partiu-se, então, para uma fase de testes com dois servidores físicos dividindo-se em dez máquinas virtuais (divididas em equipamentos em produção e backup).
O projeto evoluiu ao ponto de a companhia fechar 2010 com sete servidores físicos Dell PowerEdge R710 e R410 e Microsoft Windows
Server 2008 com Hyper-V, que totalizaram 24 máquinas virtuais (aproximadamente 75% dos recursos totais), onde a ID Logistics roda
desde seu sistema de radiofrequência até aplicações e arquivos.
Além disso, foi possível substituir três racks por somente um, com economia de 66% de espaço. ?Tudo que foi possível, virtualizamos?, reforça, sinalizando a ambição de expandir a iniciativa ao restante do parque. Haber não detalha o valor total investido no projeto e diz que não foi feito o cálculo sobre o retorno gerado pela mudança tecnológica, mas cita economia de energia, refrigeração e gastos com software. ?Alguns servidores custaram R$ 30 mil, já com a licença?, mensura. Além disso, há perceptível ganhos na questão de esforço de gerenciamento do ambiente e agilidade para subir novas aplicações.
Em Foco
Desafio: Fortalecer e atualizar recursos computacionais sem engessar expansão de negócios
Solução: Substituição de servidores físicos por novas máquinas e adoção de virtualização
Resultado: Economia de espaço e consumo de energia somada a ganhos de agilidade e gerenciamento