A mobilidade está se tornando cada vez mais disseminada, e em breve o gestor de TI terá que estudar uma política de conectividade sem fio
Apesar de que o rendimento das operadoras de celulares obtido a partir
de planos de dados permanecer relativamente baixo ? menos de 20%, mesmo
incluindo os lucrativos serviços de transmissão de mensagens de texto
?, a taxa de crescimento esperada, ano a ano, é grande. Os principais
fatores positivos são as quantidades de tráfego muito maiores, em
média, perto de 1 Mbps em muitas redes; a pequena latência, de cerca de
100 milissegundos; a disponibilidade nas áreas metropolitanas mais
importantes; as diversas opções de dispositivos, incluindo smartphones,
modems PC Card e as opções embutidas para laptops; os preços com baixas
taxas de juros; e uma crescente seleção de aplicativos e middleware
móveis.
Os obstáculos incluem preços relativamente altos, de até US$ 60 por mês
para planos de dados ilimitados para laptops, e de US$ 20 a US$ 40 para
smartphones; a confusão gerada pelo elevado número de operadoras e as
opções de tecnologia em rápida evolução, que atualmente incluem WiMAX;
e o fato de que os melhores aplicativos sem fios são aqueles
especialmente projetados para esse meio.
As operadoras reconhecem que os preços menores permitirão um uso cada
vez maior, mas é exatamente isso que elas gostariam de evitar: as redes
3G têm capacidade relativamente limitada, por isso as operadoras estão
mantendo os preços em um nível que limita o volume do tráfego. Não se
espera significativas reduções de custos nos próximos anos.
Outro desafio para as operadoras: o mercado de banda larga tem se
tornado um alvo móvel. Cerca de cinco a dez anos atrás, um serviço de
dados sem fio com capacidade de 1 Mbps teria sido mais bem-vindo. Mas
com os serviços cabeados atuais apresentando velocidades cinco a dez
vezes maiores do que os wireless, e com as taxas de transmissão
prometendo velocidade de 100 Mbps na rede doméstica com fibra óptica,
as taxas de dados sem fios continuarão a parecer lentas, em comparação.
Isso não deverá afetar a maioria dos aplicativos corporativos, para os
quais cerca de 1 Mbps é mais do que suficiente. No entanto, muitos
aplicativos em redes sem fio 3G se mostrarão mais lentos para os
usuários do que as LANs (redes locais) de alta velocidade.
BOAS PREVISÕES DE LONGO PRAZO
Em longo prazo, estamos otimistas quanto à banda larga móvel para o
mercado corporativo e também para o consumidor final, apesar de a
adoção ter sido relativamente lenta até o momento. Com a internet e as
companhias de mídia cada vez mais se dirigindo ao mercado móvel, e com
a intensa pressão para que se abram as redes das operadoras para mais
dispositivos e aplicativos, estamos visualizando um grande futuro ? mas
esse futuro exigirá muito trabalho para as operadoras e os respectivos
grupos de TI.
Embora a maioria das organizações tenha projetos para suas redes
corporativas que incluem políticas e gerenciamento de segurança
abrangentes, não se pode dizer o mesmo sobre suas implementações sem
fio em redes remotas, as quais, continuam sendo relativamente
improvisadas.
Em uma pesquisa realizada com os leitores da InformationWeek EUA no
terceiro trimestre de 2007, aproximadamente 70% dos respondentes
relataram que estão utilizando aplicativos móveis ou sem fio, mas
somente 18% disseram que esta iniciativa é abrangente em suas
organizações. A maior parte da utilização, 40%, se referiu a uma adoção
tática isolada, talvez, por causa dos preços: 65% dos respondentes
afirmaram que os planos de utilização, atualmente ilimitados, são caros
demais.
* Peter Rysavy é presidente da Rysavy Research, empresa de
consultoria especializada em operações de redes sem fios. Saiba mais
sobre a companhia no website: www.rysavy.com.