Confira artigo do CIO da Comgás, especial para InformationWeek Brasil
Até o fim dos anos 70, o mundo dos computadores estava restrito às grandes empresas, universidades e filmes de ficção científica. No mundo real, a TI tinha um alcance restrito e distante da sociedade. Interação homem-máquina e comunicação entre computadores era assunto tão esotérico quanto telepatia. No início da década de 1980, o advento dos PCs começou a levar para fora das empresas e universidades o acesso à TI, e a colocar nas casas o que antes só se encontrava nestes ambientes.
A revolução que se seguiu não tem precedentes na história da humanidade. Máquinas cada vez mais potentes, aplicativos mais amigáveis, comunicação fácil e barata, usuários ávidos por tecnologia e a internet surgindo como catalisador de toda transformação. Por meio da web, os usuários domésticos começaram a gerar conteúdo multidisciplinar de livre acesso, compartilhar conhecimento e colaborar para a solução de problemas.
E, pela primeira vez na curta história da tecnologia, as empresas começam a olhar para o que se passava na sociedade informatizada na busca de conceitos e soluções que lhes permitissem ser mais inovadoras, usar melhor a tecnologia e obter maiores benefícios do seu uso. Enterprise Social Computing foi o termo cunhado para denominar esta inversão no fluxo tradicional da criação e utilização das soluções de TI. Da sociedade para as empresas e não vice-versa.
Os desafios desta inversão para as companhias são enormes. O modelo tradicional de construção de soluções de TI não mais se aplica. Usuários mais independentes educados quanto à tecnologia, questionadores quanto ao seu uso e às limitações impostas por regras e controles organizacionais geram desafios novos para a estrutura da TI. A pressão que vem de fora para a introdução no meio empresarial de soluções já amplamente utilizadas no dia-a-dia da ?computação social? torna urgente a revisão do perfil das áreas de TI, suas competências, processos e o seu papel nas organizações.
Na Comgás, estimulamos a inovação em todos os níveis e enxergamos nas soluções que compõem a Web 2.0 (base da ?computação social corporativa? ? para usar uma tradução livre do termo original) uma importante fonte de potencial inovador. Blogs, wikis, mash-ups, mensagens instantâneas, ferramentas de colaboração. Tudo isso está sendo incorporado, o que exige atenção com relação a aspectos de segurança, controles e métricas para a aferição dos benefícios trazidos por estas facilidades. O desafio está em trazer para dentro da organização o que muitos usuários já têm de facilidade nas suas casas e utilizam no seu dia a dia para interagir com seus pares, gerar e compartilhar conhecimento, que é a base para toda inovação e sucesso de qualquer empresa.
* Roberto Newton Carneiro é CIO da Comgás
Este artigo faz parte da seção colaborativa CIO Insight de InformationWeek Brasil, na qual renomados CIOs do mercado escrevem um texto com exclusividade. O espaço é um lugar no qual os executivos de TI podem se expressar, relatando cases, debatendo o futuro da TI nas empresas, abordando temas de seu dia-a-dia e da atualidade. Periodicamente, publicaremos o material também no IT Web.
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