Para o especialista, não se pode gerenciar a tecnologia da informação nos mesmos moldes do passado
À medida que a tecnologia da informação passa a representar uma fatia cada vez maior dos orçamentos com infra-estrutura das empresas (em 1966, menos de 10% do capital destinava-se a equipamentos de TI, enquanto que, em 2000, este número saltou para 45%), os departamentos de TI são obrigados a repensar sua forma de atuar. Uma das questões refere-se à busca por um gerenciamento inteligente, o que se torna ainda mais latente ao se observar, por exemplo, que 70% da capacidade das estações de trabalho destina-se exclusivamente a manter o equipamento em funcionamento.
Após traçar este cenário, o especialista em TI, autor dos livros Does IT Matter e o mais recente The Big Switch: the World from Edison to Google, Nicholar Carr, enfatizou, na manhã desta terça-feira (12/08), durante a abertura do Interop, em São Paulo, que a TI precisa de um novo modelo de gerenciamento, bem diferente de como se trabalhava no passado.
Uma das chaves para isso é a computação em nuvem (cloud computing em inglês), que provê às companhias um custo mais baixo. Carr reconhece que a adoção será gradual e começará por empresas de pequeno porte e pelos usuários finais. “O primeiro e mais importante passo para CIOs e profissionais de TI é não resistir à tecnologia, tomando-a como uma ameaça que os poderiam fazer perder o controle”, ressaltou Carr, em entrevista ao IT Web.
O caminho para a computação em nuvem inclui trabalhar diversos aspectos, como repensar a interface e fazer a reengenharia da infra-estrutura – quando o departamento de TI precisa decidir o que permanecerá local e o que poderá partir para um modelo de grid computing e o que manterá físico versus o que será trocado por máquinas virtuais.
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