ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

CIO Insight: A cultura digital corporativa

A informática moderna precisa estar integrada ao negócio e não ser posteriormente alinhada a ele

Publicado: 30/04/2026 às 00:31
Leitura
3 minutos
CIO Insight: A cultura digital corporativa
Construção civil — Foto: Reprodução

São notórios os avanços recentes e os altos investimentos em tecnologia que as empresas fazem em busca de eficiência, produtividade, diferenciação e vários outros atributos necessários à sua evolução e sobrevivência. Nota-se que, com o nível de maturidade e opções que o mercado de TI possui atualmente, a maioria dos investimentos em informática traz resultados concretos, diferentemente do passado não muito remoto onde os projetos eram mais fadados ao insucesso.

Mas precisamos intensificar e amplificar os resultados financeiros. Parte nova desta equação vem da cultura digital corporativa.

A cultura digital é exposta por meio de como a empresa emprega, se apóia e se relaciona com a tecnologia. Gastamos muito em infra-estrutura, telecomunicações, plataformas, sistemas e processos, mas vemos pouco dispêndio de energia para quebrar as barreiras da informática com as demais áreas, integrar equipes multidisciplinares, criar um modelo natural de responsabilidades, educar sobre o correto uso da tecnologia, comunicar possibilidades e custos. E, para isto, é necessário uma governança moderna que vai além das certificações e metodologias.

Uma empresa com cultura digital elevada revela valores ocultos ou adormecidos por meio do maior emprego da tecnologia nos negócios. Para isso a informática precisa, antes de mais nada, mostrar uma competência mínima. De nada adianta discursar sobre cultura digital se a informática ainda mostrar freqüentes deficiências primárias como indisponibilidade de sistemas, base de dados pouco consistente, incompatibilidades de ambientes, aplicações inflexíveis, deficiências de segurança, ou ainda, falta de pró-atividade. Resolvido o mínimo esperado, a informática precisa ser o condutor deste processo que é elevar a cultura digital da empresa. Para tanto, a informática não pode se esconder em siglas ou jargões, se omitir de responsabilidades, não contribuir nas definições de negócios ou mesmo fugir da participação de buscar resultados financeiros. A informática moderna precisa estar integrada ao negócio e não ser posteriormente alinhada a ele.

É público que, quando a informática é vista como um mero prestador de serviço, seu valor fica reduzido. Mas para a informática conquistar uma posição diferente, de maior valor, ela tem que estar pronta para as exigências de negócios. A informática precisa ter competências adicionais a ponto de conseguir agregar valor na estratégia e no desenho das soluções de negócios. A tecnologia e as oportunidades de negócios precisam ser exploradas em conjunto. E a empresa que melhor compreender como integrar a tecnologia em seu dia-a-dia, certamente cria um ambiente de trabalho mais eficiente e propício à inovação. Enfim, vivemos perseguindo a sempre válida frase de “fazer mais com menos” e trabalhar a cultura digital da empresa segue fortemente nesta direção.

* Ricardo Fernandes de Miranda é diretor de TI para América Latina da Pirelli Pneus. Ele escreveu com exclusividade para InformationWeek Brasil.

Leia mais:

Confira todos os artigos escritos com exclusividade por renomados CIOs.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas