Ao se autoconhecer, há melhora na comunicação, nas relações e na administração de conflitos e o aumento na eficiência em projetos
?Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo e nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…? Sun Tsu
Com base nesses dizeres, abordo um tema que em TI ainda é pano de fundo para a formação do profissional: quem é você? Este é um paradigma em processo de mudança, principalmente se existe o desejo de ascender nas organizações, e um dos itens discutidos em laboratórios e treinamentos de desenvolvimento de competências de liderança. Mais que uma pergunta ?shakesperiana? de ?ser ou não ser?, é um processo que todo profissional deveria se permitir vivenciar. O autoconhecimento funciona como uma habilidade poderosa para o desenvolvimento da liderança.
As organizações podem utilizar diversas técnicas para auxiliar este descobrimento. Vou apenas comentar dois processos pelos quais passei e que acredito possam ser uma direção para quem se interessar. Ambos identificam, por meio de questionários, tanto o seu perfil de dominância cerebral quanto o seu perfil psicológico.
O conceito de perfil de dominância cerebral está embasado na teoria elaborada por Ned Herrmann por meio da observação de estímulos no cérebro. Não me alongarei a respeito da teoria, mas o resultado final é que você poderá ser classificado como analítico, experimental, relacional e controlador. Estes conceitos indicam o estilo de processo mental na resolução de problemas, na aprendizagem e na comunicação.
Quanto ao perfil psicológico, cito o teste de MBTI (?myers-briggs type tndicator?), desenvolvido por Katharine Cook Briggs e sua filha Isabel Briggs Myers. Ele está embasado nas teorias de Jung e possibilita a classificação em um dos 16 tipos psicológicos que resultam da combinação das ?escalas de preferências? (motivação, observação, tomada de decisão e modo de vida). Este teste indicará características pessoais, a imagem que você transmite, o seu estilo de liderança e sugestões para desenvolver o seu potencial.
Essas duas ferramentas, quando combinadas, fornecem informações valiosas sobre o seu perfil psicológico e seu processo mental. Entre os principais benefícios que pude observar estão a melhora na comunicação, nas relações e na administração de conflitos e o aumento na eficiência em projetos.
Ainda estou em processo de aprendizado e auto-análise constante, mas posso dizer que tudo é de grande valia. Vejam: esta é mais uma habilidade a ser incorporada no seu rol de competências técnicas, de gerenciamento de pessoas e de experiência de vida. Com certeza, ao estender estas análises para o âmbito de liderança e trabalho em equipe, será possível compreender as diferenças e respectivas motivações individuais transformando-as em vantagem competitiva.
* Luciana Th. Moniwa é gerente de TI da AES Tietê e escreveu com exclusividade para InformationWeek Brasil
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