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10 ideias para impulsionar os projetos de TI verde

Dicas para incentivar ainda mais as equipes de tecnologia da informação que vêm se esforçando para desenvolver estratégias verdes

Publicado: 02/05/2026 às 05:22
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16 minutos
10 ideias para impulsionar os projetos de TI verde
Construção civil — Foto: Reprodução

Ser verde já não é mais apenas uma tendência emergente. Empresas como a Coca-Cola Enterprises, Ford, Nestlé, Procter & Gamble e o serviço postal dos Estados Unidos têm vice-presidentes de sustentabilidade. É o tipo de assunto que um CEO deve discutir com o CIO. Assim como gastos de energia que consomem lucro, esta é uma luta que as equipes de TI não podem deixar de lado.

Os esforços de TI verde devem olhar além do data center. Sim, este é o ponto certo pra começar, já que a virtualização e consolidação dos servidores podem diminuir os gastos e também render benefícios ambientais como o baixo uso de energia sem a necessidade de criar uma nova central de dados. Mas as empresas têm ambições maiores e, como as equipes de TI tentam fazer sua parte, leia a seguir dez aspectos que devem ser considerados na hora de tornar-se verde.

1. Olhe além do data center

Muitos computadores são deixados ligados por tempo demais, um problema que a área de TI pode resolver tanto com mudanças na tecnologia, quanto com campanhas de conscientização. Independentemente da abordagem, este é o momento certo para promover esforços que ultrapassem a área de TI, já que os funcionários estão mais receptivos a tais mudanças. “Existe um fator interessante nisto tudo, e queremos tirar vantagem”, disse David Buckholtz, vice-presidente de arquitetura e planejamento coorporativo da Sony Pictures Entertainment, que tem planejado uma estratégia de TI verde.

Mais empresas estão pensando em softwares de gerenciamento ativo de energia. Escolas do Condado de Miami-Dade têm reduzido o tempo de uso dos PCs pela metade, de 21 para 10,3 horas diárias, estimando uma economia de U$ 2 milhões em energia, anualmente, usando a solução de gerenciamento de PCs da  BigFix para controle central de energia. Graeme Scott, CEO da empresa de software de gerenciamento de energia, Living Life Green, diz que é uma situação normal – os Pcs ficam ligados por quase o dobro do tempo necessário. Em alguns casos, empresas de energia no Reino Unido e na Califórnia chegam a subsidiar softwares de gerenciamento de energia. E a Coca-Cola Enterprises gerencia ativamente as configurações de energia das impressoras.

As empresas que optam por software como serviço, normalmente, o fazem para economizar. Mas esse também pode ser visto como um investimento verde. Microsoft e Google vêm gastando bilhões de dólares na construção de novos data centers, geralmente perto de suas fontes de energia, e ao mesmo tempo investindo pesado em novas tecnologias e processos que os façam mais eficientes em termos de energia. O data center da Microsoft em San Antonio (EUA) tem sensores que medem quase todo o consumo de energia, usa um software de gerenciamento de energia desenvolvido internamente, chamado Scry, tem virtualização em escala de massa e recicla a água usada no sistema de refrigeração. “Software como serviço é uma atitudes mais verdes que as pessoas podem ter”, disse Dave Ohara, consultor e fundador da GreenM3.

O corte de viagens é outra decisão das empresas verdes. Mark Showers, CIO da Monsanto, diz que os programas de trabalho remoto ganharam popularidade no ano passado com o aumento no preço da gasolina. A Harrah”s Entertainment e a Wachovia estão entre as empresas que investem na telepresença, basicamente para cortar os gastos com viagens.

2. Fatores culturais são a maior barreira

Teoricamente, ninguém se opõe a salvar o planeta, mas o processo de tornar-se verde pode criar bastante resistência. “De certa forma, é um desafio carregado de políticas”, declarou Rich Siedzik, diretor de informática e serviços de telecom da Universidade Bryant, onde os funcionários estão preocupados que os ganhos em eficiência signifiquem cortes na equipe. Ainda assim, os fatores culturais podem ajudar quando algo funciona. Com o sucesso do lançamento de seu novo data center, Bryant tem considerado novas iniciativas verdes, como a compra de veículos elétricos para a equipe de manutenção. As empresas precisam enfrentar as áreas em que o comportamento “auto-otimizado” das pessoas entre em conflito com os objetivos verdes, disse Ohara, da GreenM3″s, em seu blog (www.greenm3.com). “A área de segurança não liga a mínima para o uso de energia. Ninguém nunca fala sobre esses dilemas”, disse ele.

Embora as empresas geralmente ajustem as configurações de gerenciamento de força dos PCs, a Living Life Green garante que 70% dos funcionários desfazem estas configurações. Softwares de gerenciamento de força da BigFix, Living Life Green, Verdiem e outras fornecedoras podem travar essas configurações e ligar os computadores automaticamente minutos antes que os funcionários cheguem às suas mesas pela manhã. Ou, com uma grande campanha de conscientização, as empresas podem ter resultados sem necessitar de alterações na tecnologia.

A Coca-Cola tomou algumas atitudes simples para que seus funcionários se tornassem mais verdes, como encorajá-los a usar os dois lados de uma folha na hora da impressão e evitar impressões duplicadas. A Sony Pictures usa, há algum tempo, a opção de proteção de tela nos PCs, mas vem trabalhando em uma campanha interna para que os funcionários desliguem o monitor quando forem passar algum tempo afastados de suas máquinas. Isso deve ser um incentivo para o maior desafio da empresa: apagar as luzes. A área de TI vai começar trabalhando com os usuários de PC mais influentes, os assistentes administrativos. “Nosso foco está nos administradores para darem suporte às nossas iniciativas”

3. Compartilhe os dados – e, talvez, a dor

A Microsoft tem testado uma nova maneira de segurar os gastos com energia: cobrar cada área pela energia que elas gastam em data center, ao invés de cobrar pelo espaço físico que ocupam. Isso força os desenvolvedores a criar aplicativos de SaaS e de uso interno e a pensar sobre a energia que esses aplicativos irão consumir, desde quando estão sendo criados.

O modelo de cobrança dos data centers da Microsoft é uma forma de forçar uma mudança cultural na base da “recompensa ou castigo”. Os desenvolvedores estão prestando mais atenção em quais métodos podem economizar uns watts a mais de energia e escolhendo tais métodos, mesmo que isso torne os processos um pouco mais lentos. As unidades de negócios estão direcionando a eficiência na seleção de hardwares que eles gostariam de ver e fazendo as escolhas certas na quantidade de hard drives. “Você deve encorajar o comportamento, esse é o ponto mais importante”, disse Christian Belady, diretor de energia e arquiteto de resfriamento da Microsoft.

Mas essa decisão pode não ser a ideal para todos. Depende se os lucros com a dosagem de energia são altos o bastante para fazer com que os gerentes de negócios gastem seu tempo com isso. Um passo intermediário pode ser o compartilhamento de informação, divulgando qualquer progresso dos esforços verdes da empresa.

4. Recicle mais

E-cycling está cada vez mais prevalente. A Forrester Research descobriu no início deste ano que 40% das empresas têm algum tipo de programa de reciclagem de hardware. Mas isso não é suficiente quando se têm milhões de computadores e telefones celulares fechando seu ciclo de vida todos os anos – foram 2,6 milhões de toneladas de lixo eletrônico de empresas e pessoas em 2005, de acordo com os registros da Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

O grupo ambientalista e sem fins lucrativos Basel Action Network estima que até 80% do lixo eletrônico é exportado, geralmente para mercados emergentes com regulamentos complacentes, portanto, as organizações devem saber pra onde vão os computadores reciclados. Gene Green, membro da Câmara de Representantes dos Estados Unidos pelo Estado do Texas, apresentou uma resolução para mudar as políticas federais permitindo a exportação de lixo eletrônico, já que não é considerado lixo perigoso, mas a idéia não amadureceu.

As doações também são uma alternativa à reciclagem. A seguradora de saúde Highmark doa seus computadores a organizações sem fins lucrativos e a igrejas, além de também trabalhar com reciclagem. Programas como o Asset Recovery Services, da Dell, prometem reaproveitar ou retalhar os discos rígidos, remover rótulos e confirma que a disposição dos dados se mantém de acordo com os regulamentos relevantes.

A reciclagem de telefones celulares é ainda pior. Uma pesquisa da Nokia apontou que apenas 3% dos aparelhos são reciclados no mundo todo e quase metade das pessoas que participaram da pesquisa não sabiam que era possível reciclar telefones celulares. Ainda assim, a Nokia, a Hewlett-Packard e outras empresas privadas como a ReCellular, oferecem programas de reciclagem de celular gratuitos ou bem baratos.

5. Não se esqueça de medir…

A Universidade Bryant, trabalhando com a IBM, construiu um data center de energia eficiente, considerado como modelo em TI verde. E é, exceto pelo fato que, segundo Siedzik, a universidade cometeu um erro: não tirou as medidas certas sobre o uso de energia antes de iniciar o projeto de data center verde. “Precisávamos ter colhido dados melhores sobre os gastos passados para termos uma noção melhor do sucesso do projeto hoje”, disse ele.

Roger Tipley, membro do conselho administrativo da Green Grid, e que trabalha para a HP, recomenda que as empresas meçam o total de energia usado pelos data centers a cada 15 minutos e monitorem os níveis do subsistema para ajudar as empresas a desenvolver as métricas de base e encontrar pontos problemáticos, fazendo medições ao longo do ano. Mas mesmo uma simples análise de inventário, como fez a Highmark antes de construir o seu novo data center, pode descobrir problemas inesperados. “O pessoal que cuida dos servidores iriam manter ligados servidores mortos só por garantia”, disse Mark Wood, diretor de infra-estrutura de data center da Highmark.

Existem diversas ferramentas que podem ajudar empresas como a Johnson Controls a medir o uso de energia por circuito ou por dispositivo, assim como por airflow. A Bryant usa o Tivoli Monitoring Power Management, da IBM, para avaliar fatores como o consumo individual de um servidor, para que durante os períodos de pouca utilização, a energia que alimenta o sistema seja cortada, desligando estrategicamente CPUs individuais.

6. Não espere por dados perfeitos

Os líderes de TI acham que o impacto das iniciativas de TI verde será um número difícil de definir com precisão. “Uma das coisas mais difíceis é chegar ao ponto que mostra que esses esforços valem a pena”, disse Buckholtz, da Sony Pictures.

As empresas podem coletar muitos dados, mas nem sempre é óbvio o que fazer com eles. Métricas normalmente usadas e elogiadas por grupos como a Green Grid e usadas pela Microsoft e outras empresas incluem Power Usage Effectiveness e Data Center Infrastructure Efficiency, enquanto outras como a Corporate Average Data Efficiency, da McKinsey, também são destacadas. Em agosto, a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) iniciou uma pesquisa para coletar, mensalmente, informações de consumo de energia de 240 data centers com o objetivo de criar, possivelmente, especificações do Energy Star para data centers de eficiência energética. Existe um certificado para as construções verdes sob o ponto de vista ambiental e de consumo de energia, que algumas empresas, incluindo a Highmark, receberam por seus data centers, embora seja mais do que algumas empresas gostariam de suportar.

Para a maioria das empresas, a melhor comparação será o passado, usado para definir objetivos de aperfeiçoamento mais agressivos. A Highmark, por exemplo, inicialmente queria aumentar o uso de CPUs em 10% e reduzir o consumo de energia em 5%. Quando atingiu os 5%, a meta passou a ser a redução de 10% do consumo de energia.

7. Energia alternativa não é barata.

Quando a Highmark criou seu novo data center, há sete anos, fontes de energia alternativa não eram parte do plano. Futuramente, Mark O”Gara, vice-presidente de gerenciamento de infra-estrutura, disse que terão energia alternativa, embora seja uma decisão direcionada mais por razões de responsabilidade ambiental e considerações práticas, do que por simples redução nos custos. Fontes de energia alternativa não são baratas, e para muitas empresas não será pratico colocar os data centers em locais onde a energia eólica ou hidroelétrica sejam acessíveis, e o retorno da energia solar é demorado. A Highmark vem analisando as possibilidades da energia solar e de gás propano ao invés de diesel.

Em algumas áreas dos Estados Unidos, as empresas podem escolher energia alternativa; em Maryland, os clientes da Baltimore Gás & Eletric, por exemplo, podem escolher ter a energia gerada por fontes “verdes” se pagarem um pouquinho a mais. A Monsanto participa de uma parceria com sua distribuidora de energia, Ameren U E, chamada Pure Power que leva a Monsanto 10% de sua energia de fontes renováveis.

A AISO.net tem 120 painéis solares em seu data centers da Califórnia. Com custo de instalação de aproximadamente U$ 100.000, que foi recompensado na economia com energia nos últimos sete anos, disse Phil Nail, CTO, ele considera os painéis uma proteção contra os preços de energia. A Microsoft não incluiu energia solar em seu mega data center que deve começar a funcionar em breve na ensolarada San Antonio (EUA), alegando que a tecnologia está longe de ser uma boa combinação para uma operação dessa escala. Ainda assim, foi construída para suportar o peso e usar a energia solar dos painéis, caso a tecnologia amadureça.

8. Parceria com a produção

As áreas de TI costumam usar aproximadamente 10% da energia total de uma empresa, de acordo com Scott, da Living Green. Portanto, a melhor opção é que a TI ajude a empresa a cuidar dos outros 90%. Para isso, a área de TI precisa criar uma parceria íntima com a equipe de gestão de produção, para implementação de sensores e softwares de gerenciamento de produção automática que podem ir desde o monitoramento e controle de todas as luzes até o controle remoto do ar condicionado.

A Universidade Ave Maria, na Florida, tem feito exatamente isso. A escola com mais de 600 alunos usa hardware e software de prateleira da Johnson Controls e Eaton para monitorar e gerenciar água, energia, luzes e ar condicionado por todo o campus. Cada sistema no campus é acessível via Web browser, assim as equipes podem monitorar esses sistemas e controlar remotamente as áreas que podem render mais gasto. Os gerentes de TI, como Brian Mehaffey, VP de sistemas de tecnologia e engenharia da Universidade, podem fazer coisas como desligar a ventilação da igreja do campus se for ineficiente.

Por exemplo, Mehaffey percebeu que as contas de energia elétrica só da igreja chegavam a U$ 22 mil por mês, então ele usou o sistema para rever a ventilação, a qualidade, a temperatura, a umidade e o uso de energia. Ele descobriu que o ar condicionado estava funcionando na capacidade máxima mesmo que a igreja estivesse vazia a maior parte do tempo. Durante os períodos sem atividade da igreja, Mehaffey e sua equipe desligaram todos os sistemas, um por um, observando em tempo real as mudanças na temperatura, umidade, qualidade do ar e uso de energia a cada novo ajuste a desligando o próximo sistema caso o ambiente estivesse em confortável equilíbrio. Agora a igreja gasta aproximadamente U$ 5 mil por mês em energia, e ainda é um lugar confortável. “Estamos falando em uma economia de U$ 150.000 por ano só em energia elétrica”, disse ele.

9. Considere também o uso de água, não só de energia elétrica

O resfriamento dos data centers usa muita água. A Microsoft recicla mais de 602 mil galões de água por dia em seu data center em San Antonio. A Highmark coleta água da chuva e armazena no subsolo em um tanque com capacidade para 100 mil galões, para usar no resfriamento dos sistemas de TI. “Muita gente ignora o problema da água”, disse O”Gara,  vice-presidente de gerenciamento de infra-estrutura. A IBM tem um painel de gerenciamento de água e carbono que pode ser usado com outros painéis ou softwares de gestão de produção para criar relatórios sobre o uso de água e energia elétrica.

Por meio do monitoramento centrar dos sistema hidráulico, a Universidade Ave Maria, na Flórida, descobriu que, ao contrário do que se imagina, não é no banheiro que se gasta mais água, e sim no sistema de ar condicionado da escola. É mais um incentivo para monitorar as instalações e descobrir maneiras mais eficientes de resfriá-las.

10. Desafie o senso comum

As equipes de TI devem estar preparadas para fazer as coisas de modo diferente para ser mais verde. Até mesmo configurações de corredores quentes/corredores frios, chão mais alto e práticas de longo standby nos data centers estão recebendo uma nova atenção. Se os racks são muito baixos ou se os ajustes do ar condicionado são pouco eficientes, estratégias de corredor quente/corredor frio economizam menos do que se imagina, garantiu Bob Hunter, CEO da empresa de monitoramento de energia, TrendPoint.

O novo data center de eficiência energética da Universidade Bryant, suspende o sistema de resfriamento ao invés de levantá-lo. Muitos data centers não foram construídos para os ambientes compactos virtualizados e computadores de alta densidade marcados por servidores blade. Conforme as empresas consolidam os data centers, elas têm a oportunidade de incorporar novas abordagens.

As empresas vão lutar para encontrar o equilíbrio entre a TI verde e as outras necessidades do negócio. A HCL Technologies, uma empresa de terceirização, acredita que o armazenamento e backup, duas demandas que parecem  apenas subir nas empresas dos EUA, são as maiores sugadoras de energia na área de TI, disse Anubhay Saxena, VP associado para a América. Quanto mais firewalls e sistemas anti-invasão ou de detecção de invasão as empresas rodem, mais energia esses sistemas gastam e mais energia é necessária para transferir os dados via rede. No entanto, ninguém está dizendo que é o momento de abrir mão desses esforços.

Mas as questões de segurança são um bom exemplo de o que é necessário para se tornar verde. Segurança de informação funciona melhor quando é considerada a cada passo de uma iniciativa de negócio, e não deixada de lado durante a implementação. Para que a TI verde cause impacto, é preciso a mesma presença no processo. 

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