Este é o momento no qual o desafio dos CIOs passa por investir toda capacidade em planos e ações que realmente nos levem a criar o futuro
Ao iniciar este pequeno texto, onde tenho a ousadia de propor uma reflexão sobre o momento atual, digitei no Google a palavra “crise” e verifiquei que podemos ter, dependendo da combinação, cerca de 15 milhões de ocorrências! Quando estava para ficar aborrecido com o resultado, ocorreu-me pesquisar outra palavra. Digitei “felicidade” e verifiquei que felizmente podemos ter mais de 40 milhões de ocorrências! Assim, com o pensamento do analista de sistemas, a felicidade “supera” a crise!
Como CIO, podemos inferir que com muita felicidade enfrentaremos mais esta crise mundial, que está afetando a todos e, certamente, terá impactos nos planejamentos das áreas de TI. Apesar das dificuldades, eminentemente econômicas e financeiras que assolam as empresas, tenho visto pesquisas que destacam que os orçamentos anuais para investimentos em tecnologia, na maioria delas, crescerão ou serão mantidos, sendo um ótimo indicador da consciência de que TI poderá ser um importante parceiro para suportar as tão lembradas e desejadas racionalização de processos e redução de despesas.
Este é o grande momento no qual o desafio, para nós, CIOs, passa por investir toda a nossa capacidade criativa em planos e ações que realmente nos levem a criar o nosso futuro, com crescimento profissional e pessoal e envolvimento das equipes e dos parceiros, livrando-nos da maldição de achar que as tendências de hoje, sejam quais forem, terão prosseguimento no futuro.
É bem verdade que a capacidade das empresas para enfrentar a crise, tendo como um forte coadjuvante as áreas de TI, podem variar dependendo do segmento no qual atuam. Mas, certamente, a grande maioria delas segue a premissa básica de continuar existindo, embora sem a certeza de quanto tempo a instabilidade econômica durará.
O instinto de sobrevivência e superação que pode estar emergindo nas corporações, nestes momentos, pode oferecer a energia suficiente para criar situações inovadoras que recriem a forma de atuação interna, repensando nível de processos, racionalizando e eliminando aqueles que não agregam valor, ativando a sinergia e a cooperação entre as áreas internas, não só departamentos de TI, mas a empresa como um todo.
Diante da realidade que insiste em nos acompanhar, resta-nos pensar sabiamente como conjugar de maneira genial todo o nosso aparato de TI, hardware, software, peopleware, em prol da perpetuação das nossas organizações e de nossa espécie!
Por fim, tem uma expressão que guardo comigo, revisitando-a em alguns especiais momentos de reflexão e que me faz pensar e seguir em frente: “O maior medo do ser humano não é a guerra, não é a crise e nem mesmo a morte; mas sim sua própria grandeza”. Reflitam!
*Jose Rodrigues é gerente de tecnologia informação da Faber-Castell Brasil. O executivo escreveu com exclusividade para InformationWeek Brasil.
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