Na visão de Carlos Eduardo da Fonseca, segurança, tecnologia, sustentabilidade, redes sociais e sociedade devem direcionar mudança
Os maiores impulsionadores da inovação para os bancos estão, na visão de Carlos Eduardo Correa da Fonseca – o Karman -, relacionados com cinco temas macros: segurança, tecnologia, sustentabilidade, redes sociais e sociedade. Para Karman, que soma cerca de 40 anos de carreira em instituições financeiras e de tecnologia e agora afastado do dia-a-dia dos bancos está investindo em empresas startups (leia mais), levar a cabo cada um destes pontos depende da modificação da cultura. “Os meios de pagamentos vão mudar drasticamente, porque, se você for analisar, não teve nenhuma mudança na cobrança”, pontuou.
A justificativa do executivo baseia-se na análise do valor de quanto cada forma de transação custa para a sociedade e para o banco. O resultado é quase que uma pirâmide invertida, com o papel moeda sendo o mais custoso à sociedade, seguido do cheque, cartão de crédito, cartão de débito e pagamento eletrônico. “Não tem sentido continuar assim”, disparou, apontando que as oportunidades estão relacionadas à mobilidade. “A penetração dos celulares é maior que a dos cartões, principalmente, nas classes C, D e E. assim, o celular pode ser um meio de pagamento e bancarização.”
Durante o painel “O banco do futuro”, na 19ª edição do Ciab, o executivo, antes de explicar o porquê de elencar cada um dos cinco dos tópicos acima, ressaltou que o CIO tem de trabalhar junto com as outras áreas do banco no processo de inovação. “A tecnologia ajuda a mudar a dimensão dos produtos”, salientou.
O grande desafio, apontou Karman, está na sustentabilidade. “Isto vai além de apenas economizar energia. É saber fazer corretamente e somente o que é necessário”, ressaltou. Sobre as novas tecnologias, o executivo apontou como as principais aquelas ligadas a mapas e geoprocessamento, com o processamento de imagens sendo utilizado para analisar comportamentos, e o software como serviço, que classificou como “uma revolução fantástica”.
No que diz respeito às redes sociais, Karman confessou que ainda não tem claro qual será a maneira de os bancos ganharem dinheiro com isto, mas acredita que esta forma de interação vai transformar a indústria.
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Confira o especial sobre o Ciab 2009, com todas as notícias do evento. O Ciab ocorre de 17 a 19 de junho em São Paulo.