Líder da área de finanças aponta que em um cenário de muitas fusões, a complexidade do ambiente complica a diferenciação dos bancos
Somente em 2007, mundialmente, houve 500 fusões no mercado financeiro, o que provocou uma corrida dos bancos para a diferenciação. No entanto, a complexidade deste novo ambiente de TI, formado pela integração de empresas, dificulta ter uma visão única do cliente e para contornar a situação as instituições financeiras têm de melhorar sua TI.
Assim, a busca pela eficiência de TI serve como uma alavanca para o desempenho dos bancos frente às tendências que surgem no setor diante da crise, como uma maior influência governamental, maior desafio para atender às expectativas dos acionistas e maior concentração e competitividade no segmento. Contudo, conforme enfatizou Leonardo Framil, líder da área de finanças da Accenture, “os índices de eficiência bancária estão estagnados”.
Em sua palestra durante a manhã desta quinta-feira (18/06) no Ciab, o executivo chamou a atenção para a composição dos gastos do departamento de tecnologia da informação. Hoje, de acordo com estudos da Accenture, as despesas correntes representam 60% do orçamento, enquanto que novos investimentos ficam com os 40% restantes. “As melhores práticas indicam o inverso disto”, sentenciou Framil.
O líder da área de finanças da Accenture mostrou também os resultados de uma pesquisa da consultoria com CEOs de bancos que apontam as plataformas obsoletas de TI como o maior obstáculo para a melhoria da eficiência operacional. “Existe ainda o risco de que a pressão por reduzir os custos seja tratada apenas como redução do nível de investimentos. É mais fácil diminuir investimentos que custos, mas eficiência não se trata disto.”
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Confira o especial sobre o Ciab 2009, com todas as notícias do evento. O Ciab ocorre de 17 a 19 de junho em São Paulo.