Implementações mais rápidas e acesso via internet são pontos fundamentais no momento de fechar a venda
Rápido, flexível e barato. Três palavras que nunca foram usadas para descrever as principais implementação de business intelligence. E é por isso que o BI as a service deve transformar este mercado.
“Rapidez” se aplica aos ciclos de implementação em software como serviço mais que velocidade em análise. Com toda a complexidade de desenvolver data warehouses e produzir relatórios, o BI convencional é notadamente um projeto de longos meses. Essa demora pode ser encarada por grandes empresas, mas a TI tem prevenido muitas companhias de pequeno e médio portes de lidar com essa situação.
Fornecedores de BI como serviço prometem entregar aos clientes o produto implementado e rodando em alguns dias ou semanas. A fabricante de eletrônicos Vicor possuía uma programação agressiva de oito semanas em mente quando decidiu substituir seus sistemas de spreadsheet e planejamento no final de 2007. A Adaptive Planning, fornecedora de BI as a service, adaptou o modelo de dados e tornou um aplicativo de gerenciamento de desempenho acessível para 65 funcionários espalhados pelos Estados Unidos, Japão, e diversos escritórios regionais. Os empregados puderam acessar, revistar e aprovar o orçamento de 2008 em seis semanas.
“Teríamos sorte se concluíssemos o orçamento em cinco meses”, afirmou Doug Brunton, diretor de sistemas financeiros da Vicor. O tempo salvo inclui um modelo uniforma que elimina planilhas individuais e recálculos, além de aprovação facilitada por meio de workflow. Brunton provavelmente poderia tentar atingir o objetivo com um aplicativo de gerenciamento de desempenho, mas ele conta que não teria como fazer a implementação em oito semanas.
Alguns consideram o conceito SaaS como um improviso à implantação de um BI tradicional, mas não Ken Harry. O CIO da Shaklee faz uso do software como serviço sempre que pode para aproveitar ao máximo seus pequenos orçamento e time de TI – neste momento ele tem CRM, web analytics e BI.
A companhia fez um upload de seus dados de vendas e finanças para o data warehouse da PivotLink todas as noites e os empregados utilizam acesso via web para visualizar relatórios e ferramentas para avaliação de vendas, campanhas de marketing e desempenho financeiro.
O acesso via web facilitou a vida de Harris no sentido de expandir a disponibilidade da ferramentas: partiu de 50 funcionários para mais de cinco mil pessoas que, direta ou indiretamente, precisavam visualizar os dados, já que o modelo de vendas da companhia segue o da Avon e Tupperware. “Queremos ajudar nossos clientes a aumentar seus negócios, então, estamos expondo as informações de vendas para eles e provendo respostas a alguns questionamentos”, afirmou Harris.
A flexibilidade é uma das razões pelas quais Harris aderiu ao SaaS. Mas e o custo? O executivo afirma que o valor da assinatura anual não sai por muito mais de que um software de BI tradicional. Harris conhece o processo de uma implantação de 18 meses na Gap. Enquanto, na Shaklee, em 120 dias e com menos investimentos ele atingiu o objetivo necessário.
Mas a Gap é uma companhia de US$ 14 bilhões e 134 mil funcionários, enquanto a Shaklee tem vendas estimadas em US$ 500 milhões. Para BI baseado em SaaS, o foco continua sendo companhias que pequeno e médio portes com recursos de TI limitados.