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Especial saúde: preço ainda é problema quando se fala em prontuário eletrônico

Grandes redes de hospitais possuem projetos que chegam a custar US$ 60 mil

Publicado: 08/05/2026 às 11:07
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Especial saúde: preço ainda é problema quando se fala em prontuário eletrônico
Construção civil — Foto: Reprodução

Para grandes hospitais, a implementação de prontuário eletrônico do paciente (PEP) custa milhões. Por exemplo, o St. Elizabeth Healthcare, de Kentucky, com mais de mil profissionais e seis hospitais, está gastando US$40 milhões no processo de lançamento do sistema PEP. Clínicas menores e consultórios podem gastar de US$25.000 a US$60.000 por profissional para implementar o sistema. Uma das opções mais baratas é o sistema eClinicalWorks, que a Wal-Mart vende no outlet da Sam”s Club em computadores Dell, usando um modelo de software-como-serviço. Mas, geralmente, esses preços cobrem apenas software e hardware de PEP, sem consultoria, treinamento, software add-on e outros tipos de gastos.

Os interessados nos sistemas de PEP devem planejar gastar entre US$5.000 e US$10.000 apenas para contratar o consultor que irá gerenciar o projeto, disse Micky Tripathi, CEO do Massachusetts eHealth Collaborative, um grupo que ajuda a área de saúde de Massachusetts a implementar esses sistemas. O treinamento é outro ponto que também exige bastante investimento, garante Leanne Harvey, diretora do projeto de PEP do Centro Médico Beth Israel Deaconess.

A maioria dos médicos e enfermeiros que hoje usam o sistema foi treinada antes e precisa aprender um novo sistema clínico, assim como novos hábitos de trabalho. Desenvolvimento profissional durante o exercício pode causar ansiedade em qualquer área de trabalho, mais ainda quando é a saúde e a vida de terceiros que está em jogo.

Muitos organizações de saúde também irão precisar de um software para compensar o que o PEP não cobre, como as necessidades especiais de uma determinada especialização ou departamento, como um banco de sangue. 

Algumas falhas, especialmente no começo, podem interromper processos, como emissão de faturas, o que pode causar sérias dores de cabeça. Foi esse o caso do programa de saúde Hot Springs, o único centro médico em uma área de 735km², no Condado de Madison, Carolina do Norte. Quando o Hot Springs lançou seu sistema de PEP, em maio de 2006, problemas com códigos o impediram de enviar faturas para os pacientes por quase um ano.

O centro médico continuou recebendo algum reembolso de seguros-saúde e outros pagantes, mas não chegou a receber tudo que os pacientes ficaram devendo, o que afetou seriamente o fluxo de caixa, disse o diretor executivo Robert Ford, “ainda estamos nos recuperando. Nós recebemos 10 centavos por dólar de pacientes desde que eles receberam as faturas”, completou Ford. 

Médicos e enfermeiros também tendem a diminuir o ritmo de trabalho enquanto esse problemas iniciais são resolvidos. Falaremos mais sobre isso depois. Considerando perda de produtividade, custos com treinamento e despesas com problemas inesperados, Ford diz que as organizações de saúde deveriam contar com um aumento de 50% nos gastos com sistemas de PEP. 

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