Documento discute questões como interoberabilidade, portabilidade de dados e aplicações, governança, métricas e monitoramento na nuvem
Algumas centenas de fabricantes de tecnologia e telecomunicações se uniram na tentativa de criar um padrão para computação em nuvem. Batizado de Open Cloud Manifesto o documento objetiva colocar parâmetros para o conceito, discutindo questões como interoberabilidade, portabilidade de dados e aplicações, governança, métricas e monitoramento.
Uma das necessidades debatidas no manifesto encontra-se, por exemplo, na definição de conceitos e na luta contra modelos proprietários para composição de estruturas de cloud computing.
“Claro que muitas nuvens continuarão a ser construídas de diversas maneiras. Interessa-nos manter a capacidade de oferecer estruturas passíveis de mudança, com flexibilidade e agilidade demandadas pelos usuários”, descreve o documento, ressaltando a importância de utilizar tecnologias já existentes e tentar barrar que os fornecedores fechem seus sistemas inviabilizando a evolução.
O número de empresas que assinam o manifesto cresce diariamente. A lista dos que já fazem parte do movimento traz nomes como Accenture, Adobe, AMD, Atos Origin, AT&T, CA, Cisco, EMC, IBM, Juniper, HDS, Neoris, Novell, Red Hat, Samsung, SAP, Siemens AG, Sun, Telefónica, Trend Micro e VMware. Ironicamente, nem Google, nem Amazon aparecem por lá. A Microsoft também permanece de fora.
Aparentemente, o único brasileiro a assinar o documento até agora foi a organização não-governamental Veredas. A ONG fundada em 2008 trabalha com tecnologia focada no social, cujo o principal projeto prega reflorestamento de praças da cidade de São Paulo com árvores nativas da Mata Atlântica. O interesse da entidade “na nuvem” reside em disponibilizar plataformas de produção e edição de conteúdo multimídia na internet para comunidades que habitam o entorno dessas áreas. Esse sistema deve ser em cloud.
O manifesto pode ser assinado no www.opencloudmanifesto.org.
Leia também: