Muitos estão testando, mas ainda sem planos de implementação. Será que desta vez a Microsoft acertou?
Sejamos sinceros, os CIOs não tiveram de esquentar muito a cabeça na hora de resolver o problema do último grande upgrade de sistema operacional. Aproximadamente, três quartos das empresas abriram mão do Windows Vista e permaneceram com o XP, de acordo com nossa mais recente pesquisa. Pouco tempo depois do lançamento do Vista, ficou claro que a melhor opção para as empresas seria evitar o sistema operacional, com todos os seus problemas de compatibilidade e necessidade de hardware pesado, e esperar pela próxima versão.
Hora da decisão
O Windows 7 está disponível para as empresas (o lançamento para usuários finais está previsto para 22 de outubro) e traz aprimoramento tentador em termos de segurança, produtividade e gerenciamento de banda. Pense nisso: seria a opção mais “segura” manter-se com o XP – estável e confiável – novamente, apesar do fato de ter sido lançado há oito anos? Lembre-se que essa “opção segura” é um sistema operacional de outra era, especialmente em termos de segurança, e que está perdendo suporte da própria Microsoft. Mesmo assim, apenas 16% das empresas têm planos de implementar o Windows 7 dentro de um ano, como comprovou nossa pesquisa com mais 1,4 mil profissionais na área da tecnologia.
A boa notícia é que o Windows 7 parece ser um sistema operacional sólido – nove entre dez empresas que o testaram, o avaliaram como, no mínimo, satisfatório, e mais de um terço o considerara excelente.
O Vista, em comparação, mesmo hoje, ainda recebe uma avaliação ruim de 43% dos entrevistados pela pesquisa InformationWeek Analytics. “O que dizem por aí é que o 7 provavelmente será melhor que o Vista, e eu acredito”, disse Jim Green, CIO do Los Angeles County Public Health, que tem cerca de cinco mil PCs. “E não vamos optar pelo antigo esquema de “esperar pelo SP1″. A estratégia é fazer o upgrade assim que possível.”
Green está no meio de uma troca de PCs e tem usado o Vista em novas máquinas, mas seus funcionários possuem as mais recentes tecnologias em casa e as querem no trabalho também. Ele vê aperfeiçoamentos significamente úteis no Windows 7 e irá atualizar muitos dos computadores da agência.
Na ETS-Lindgren, que faz medidas de energia e produtos de gerenciamento, a intenção é a redução concreta de gastos. O arquiteto global de TI, Jeff Border, disse que 70% dos PCs existentes na empresa rodam o Windows 7 sem as principais atualizações de hardware que o Vista exige. Ele espera poder reduzir as compras de novos PCs enquanto atualiza os antigos para o Windows 7. E ele também economiza com licenças, negociando-as por ser um early adopter.
Para a gigante alimentícia Del Monte, a ideia geral de um sistema operacional fácil de usar é o retorno na produtividade, mesmo que não possa ser relacionado a ROI em si. “Se você usa um computador por 40 horas semanais, que pode levar para viagens, que é fácil de usar, liga e desliga rapidamente e você não precisa se tornar um especialista em TI para diagnosticar seus próprios problemas, isso, com certeza, representa um aumento na produtividade”, disse Jonathan Wynn, gerente de tecnologias avançadas e serviços colaborativos da Del Monte.
Wynn também acredita que dar aos funcionários o software mais recente da Microsoft, ajuda a segurar os empregados. Os problemas de compatibilidade o afastaram do Vista e, de seus 2.900 PCs, quase todos rodam o XP SP3. Agora a empresa espera poder começar a migração para o Windows 7 dentro um mês.
Enquanto o Windows 7 é uma tentação, não existem grandes insatisfações afastando as pessoas do Windows XP, que é o sistema operacional de 8 entre 10 empresas. Entre todas as vantagens e desvantagens apresentadas pelo XP, Vista e 7, apenas metade das empresas entrevistadas tem planos reais de implementação do Windows 7 entre os próximos seis meses e dois anos.
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