Veja a história de sucesso de quatro empresas nascidas em incubadoras nacionais
Todo organismo necessita
de condições básicas para se desenvolver. A afirmação serve também para o
ambiente corporativo. Para que uma ideia deixe o campo abstrato e se transforme
numa realidade, é preciso terra fértil, boas doses de cuidado e níveis
consideráveis de perseverança. Por oferecer este tipo suporte, as incubadoras
ganham importância gerindo empresas que carregam inovação em seu DNA e formando
um novo panorama empresarial no Brasil.
“O futuro das
empresas depende da capacidade de incorporar inovação”, avalia Ronaldo Mota,
secretário de desenvolvimento tecnológico e inovação do Ministério de Ciência e
Tecnologia, afirmando que as companhias nascidas em incubadoras cumprem este
papel, além de servirem de exemplo para o mercado. “Uma característica da
retomada econômica prevista para os próximos meses não será a maior oferta de
concursos públicos, mas, sim, de enormes oportunidades para quem tiver espírito
empreendedor”, projeta.
A Associação
Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec)
calcula que existam cerca de 4,8 mil empresas distribuídas em 400 incubadoras
no Brasil, de acordo com dados de 2007. Em quase 30 anos, cerca de 1,5 mil
companhias graduaram-se e hoje verificam, em média, um faturamento anual
próximo aos R$ 3 milhões.
O assunto é
tratado como prioridade na esfera política. Segundo Mota, a pasta destinou mais
de R$ 10 milhões do orçamento de 2008 para incubadoras e parques tecnológicos.
Para 2009, a previsão de aporte gira na casa dos R$ 20 milhões. “E, a depender
dos recursos, temos intenção de fazer investimento de grande porte”, antecipa,
sem revelar montante alocado.
“Em 20 anos,
estimamos que as incubadoras receberam R$ 450 milhões”, contabiliza o
presidente da Anprotec, Guilherme Ary Plonski, afirmando que uma quantia
próxima a esta é devolvida pelas graduadas anualmente em forma de tributos.
Pelas contas do MCT, em 2009, chegaremos aos patamares de 600 empresas
inovadoras que fazem uso legal das isenções fiscais – oriundas, em grande
parte, das leis de Inovação e do Bem.
Empreendendo TI
O ambiente de
incubação se mostra muito útil, especialmente, para ex-alunos das ciências
exatas. Esses são cursos que formam profissionais extremamente qualificados
para atender requisitos técnicos e elevada capacidade de inovação, mas pouco
afeitos às questões administrativas exigidas do empreendedor. O nascimento de
um “abrigo” para projetos inovadores no Brasil data dos anos 80 e veio para
preencher a lacuna existente entre a produção acadêmica e sua aplicação no
setor produtivo.
Sem acesso a esses
conhecimentos, muitos jovens empreendedores falham e ingressam na clássica
estatística nacional que aponta uma taxa de mortalidade na casa dos 40% das
empresas com até cinco anos. O número de incubadoras que sucumbem mostra-se consideravelmente
menor, na casa dos 10% no mesmo período.
Está provado que
empresas incubadas podem ser boas alternativas para encontrar – e até ambientes
para desenvolver – produtos que, por vias tradicionais, seriam inalcançáveis
por questões de custo, qualidade ou aderência a demandas locais. Adquirir
soluções inovadoras de um provedor próximo (o que traz, entre outros, estímulo
a economia regional) e que possui respaldo de uma organização notadamente séria
deve ser um ponto a ser considerado na hora de comprar tecnologia.
A seguir veja a
íntegra das histórias de sucesso de quatro empresas nascidas em incubadoras que
são referência na área: Softex Campinas, de São Paulo; C.E.S.A.R., de
Pernambuco; Prointec, de Minas Gerais e Unitec, do Rio Grande do Sul. Além de
uma possível fonte para buscar soluções tecnológicas, os ambientes podem servir
como estímulo aos profissionais que queriam ativar suas veias empreendedoras.
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