Empreendedores criam sistema de economia de energia. Projeto recebeu apoio de uma das duas incubadoras de Santa Rita do Sapuacaí (MG)
A GT Gestão e
Tecnologia surgiu há um ano e meio como consultoria para elaboração de
planejamentos. Os sócios tocavam projetos sazonais com duração de três meses da
própria casa. Utilizando os recursos domésticos, passaram a ter insights.
“O custo de energia era muito alto e começamos a fazer teste para ver como
reduzir a conta”, comenta Sandra Regina de Souza, diretora-administrativa,
dizendo que nessa época surgiu a ideia de desenvolver um produto para economia
de eletricidade em aparelhos em stand by.
Em novembro de
2008, o Prointec abriu edital com cinco vagas na IME e a empresa resolveu
submeter seu projeto para obter estímulo para industrialização da ideia. “Não
tínhamos muito conhecimento em áreas com relação marketing”, exemplifica a
diretora, citando o quesito a ser aprimorado no período de incubação, que irá
até 2011. Outras vantagens imediatas tangem credibilidade conferida pela
entidade e baixo custo operacional.
Em seis meses de
trabalho na incubadora, a GT termina o protótipo de um produto que tem previsão
de lançamento em outubro. Segundo Rodrigo Gaigher Cezana, engenheiro de
desenvolvimento, a tecnologia reduz de 15% a 25% o consumo total de energia
elétrica de uma residência. “O dispositivo tem o formato da fonte de um
carregador de celular e simula que o equipamento em stand by foi desligado da
tomada”, detalha. A montagem da placa PCI e a inserção de componentes
eletrônicos no dispositivo foram terceirizadas para empresas do pólo de
informática de Santa Rita do Sapucaí.
Os executivos da
empresa acreditam muito no produto que desenvolvem. “Devagar, a consultoria
deve sair do nosso foco em, no máximo, dois anos”, revela Sandra, dizendo que
esse trabalho ainda garante a renda dos empresários. A partir do segundo ano de
incubação, a nascente estima receitas mensais na casa do R$ 30 mil, com
crescimento de 30% no terceiro ano. Além disso, o módulo de economia integra um
projeto maior de automação residencial, que terá parte dos recursos oriundos de
órgãos de financiamento com previsão de estar pronto por volta do terceiro
trimestre de 2010, possibilitando, assim engrossar a receita.