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100+: com Projeto Semear, Bunge vence premiação

Ação envolveu todas as unidades da empresa para padronizar processos de gestão, o que culminou na troca do ERP e diversas outras iniciativas

Publicado: 09/05/2026 às 17:53
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100+: com Projeto Semear, Bunge vence premiação
Construção civil — Foto: Reprodução

O discurso de que “como o departamento de TI está presente em todas as áreas da companhia seria lógico que ele liderasse melhorias” é bastante antigo, mas nem sempre observamos as empresas o levarem para a prática. Promover mudanças estruturais está longe de ser algo simples, porém, mostra-se como uma boa oportunidade para o CIO. Foi justamente o que fez José Roberto Mantuani na Bunge Fertilizantes ao levar a cabo o Projeto Semear, cujo objetivo maior era transformar a empresa em uma de “classe mundial”.      

Assim, há cerca de dois anos, a área de tecnologia da informação, liderada por ele, começou a iniciativa pela revisão dos processos de negócios. Batizada de programa de diagnóstico, esta fase tardou quatro meses, quando foram identificadas cerca de 300 oportunidades de melhorias. Ou seja, pontos que necessitavam de mais integração e informatização. “Formamos um grupo de trabalho que tinha um líder de negócio e a TI para avaliar a cadeia de valor. Treinamos este time, demos formação para deixar claros os conceitos de “classe mundial” e o que estávamos buscando”, conta Mantuani, que, durante a entrevista na sede da empresa em São Paulo, fez questão de frisar que o Semear já envolveu a companhia toda e não é mais apenas da TI. 

Com o escopo desenhado, o passo seguinte foi fazer a priorização dos projetos, levando em conta custos, benefícios, tempo e capacidade de implementação. Na primeira onda, ficaram aqueles de curto prazo, fácil adoção e resultado imediato. Mais complexa, a segunda onda contemplou a troca do sistema integrado de gestão (ERP) – a Bunge Fertilizantes usava, há 14 anos, software da Baan, substituído por um da SAP. E, na terceira, focou-se em mudanças mais estruturais e voltadas para a integração.

Frutos  

Surgiram iniciativas de monitoramento da cadeia de suprimentos com uso de identificação por radiofrequência (RFID), planejamento de demandas, portal colaborativo, sistema de inteligência competitiva, portal self-service para clientes, software para análise de crédito e gestão da força de vendas com mais automação comercial. Algumas, já estão rodando e outras devem estar concluídas ainda no primeiro semestre de 2010.

Uma das bases para todas as mudanças, a troca do ERP, que atende a 2,2 mil usuários, ocorreu durante o ano de 2008. O sistema antigo acumulava muitos ajustes feitos “em casa”, em função de aquisições de empresas (marcas que hoje compõem o grupo). Tantas adaptações deixaram o software fora de padrão e bem distante do desejado. “A mudança do ERP foi pré-requisito, porque precisa-se ter infraestrutura de TI e ferramentas capazes de suportar o redesenho dos processos”, explica Mantuani.   

O sucesso do projeto pode ser atribuído à diferenciação da equipe de tecnologia, formada apenas por gestores – 15 no total -, sendo toda a execução feita por um time terceirizado da IBM. “Optamos por isto para sermos mais ágeis. O Semear somente foi possível, porque os líderes de TI estavam disponíveis para falar com as áreas de negócio.” Com a operação realizada pela IBM, em esquema de full outsourcing, a Bunge Fertilizante consegue mais flexibilidade para controlar seus custos. “Estamos suscetíveis a variações como de clima, por exemplo. O contrato com a IBM prevê flutuação de 50% nos gastos”, justifica o CIO, que, para 2010, prevê orçamento de R$ 50 milhões em Opex e R$ 20 milhões em Capex.

Um dos projetos nascidos a partir do Semear e com o novo ERP, o portal voltado para clientes e representantes (chamado de customers self-service) permite fazer e acompanhar pedidos, além de emitir boletos bancários. Tudo em um mesmo lugar e em tempo real. Pela internet, o comprador faz a solicitação (o sistema, no mesmo momento, avalia o crédito), decide a forma de pagamento e verifica o prazo e se há restrições para a entrega da mercadoria (já que muitos lugares são de difícil acesso). 

Como o portal está integrado com demais sistemas, o pedido é processado e a nota fiscal, emitida. No passo seguinte, entra mais uma fase do Semear: a melhora na logística. Por ser muito intenso, o fluxo de veículos necessita de precisão e controle para que nada fuja do programado. Assim, a equipe de TI optou por monitorar os caminhões nos portos e nas unidades industriais com RFID. “A saída de um local determina o horário de entrada no próximo”, diz Mantuani. Contando todas as 40 unidades e os portos, passam uma média de 4 mil caminhões por dia.

Além dessas, o pipeline de Mantuani conta ainda com iniciativas voltadas para uma estratégia de inteligência competitiva, que integra projetos como o de planejamento da demanda e o portal colaborativo para que sejam recolhidas e bem-aproveitadas as informações oriundas de meios tão distintos como a força de venda e indicadores de mercado. Mas isto é meta para 2010. Por ora, a transformação imposta pelo Projeto Semear garantiu à Bunge Fertilizantes ostentar o título de empresa campeã no ranking geral, além da categoria indústria química e petroquímica, de As 100+ Inovadoras no Uso de TI de 2009. 

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.

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