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100+: Eaton ganha na categoria e fica em 4º no lugar no geral

Um processo estruturado e a missão de colocar inovação no DNA. Por três edições consecutivas, a empresa figura entre as cinco primeiras

Publicado: 09/05/2026 às 18:34
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6 minutos
100+: Eaton ganha na categoria e fica em 4º no lugar no geral
Construção civil — Foto: Reprodução

Em média, o setor de eletroeletrônicos investe 11,1% do budget destinado à tecnologia em inovação. Este porcentual

apontado pela edição 2009 de As 100+

Inovadoras o coloca à frente das outras verticais. Cinco entre seis CIOs de

empresas do segmento que responderam à pesquisa afirmaram possuir estratégias

definidas para avaliar e buscar novas tecnologias que podem contribuir com o

negócio. “A chave é ter um processo bem-estruturado para medir e acompanhar a

evolução, eventualmente fazendo os ajustes necessários e mensurar o retorno à organização”,

avalia Jedey Miranda, líder global da divisão de comunicações unificadas (UC,

na sigla em inglês) e diretor de TI da Eaton para a América Latina.

O CIO lidera um grupo que olha constantemente para o mercado

em busca de novas soluções que possam impactar significativamente e agregar

valor à operação. Miranda mantém o processo de monitoramento de 120 tecnologias

a cada ano, um dos fatores que ajudou a consagrar a empresa como a mais inovadora

em 2008. “São três pessoas de TI dedicadas a este trabalho”, contabiliza.

Quando encontram algo relevante nesta primeira triagem, partem para análises

mais profundas até reduzir o escopo a duas prováveis soluções que vão para

implementação.

“Se não implantar duas tecnologias por ano, não cumpro minhas

metas”, confessa o executivo, apontando que todo esforço direciona a empresa

para trazer inovação ao DNA. “Quem não fizer isto estará preso a mesmice”,

enfatiza. Miranda parece determinado em seu objetivo. “A Eaton já vendeu

patentes que não achava interessante e muita gente ganhou dinheiro com isto”,

reconhece.

O discurso do gestor se alinha à percepção geral do estudo

deste ano, que aponta a gestão estruturada como uma maneira de melhor definir

as ações que atendam às necessidades das áreas de negócio. Mesmo assim, apenas

engessar métodos por meio de métricas não garante o êxito das iniciativas. Se

de uma forma geral 49% das empresas participantes possuem políticas, 61%

monitoram o seu desempenho por meio de indicadores.  

Amadurecimento

O trabalho do CIO apresenta resultado e, com o tempo, a

inovação se enraíza nas estruturas da companhia. Não fosse assim, a empresa na

qual Miranda atua não estaria pelo terceiro ano consecutivo no topo de As 100+ Inovadoras no Uso de TI. Em 2007, a Eaton bateu na trave

e ficou com o segundo lugar. No ano seguinte, liderou o ranking. Agora, segue a

frente do setor, mas na quarta colocação geral.

A queda pode atrelar-se ao estágio do ciclo de

desenvolvimento atingido ainda em 2008. Segundo o Miranda, atualmente, a Eaton

colhe frutos das iniciativas de comunicação unificada lançadas no passado e que

a fizeram campeã. A diferença é que, de lá para cá, a tecnologia amadureceu na

companhia e avança rumo a níveis mais elevados de colaboração abrangendo outras

as áreas de negócio.

No dia 8 de outubro último, o executivo recebeu sinal verde

da corporação para tocar um projeto que integrará 15 localidades ao redor do

mundo por meio de videoconferência em alta definição. “O Brasil teve

envolvimento efetivo, liderando o grupo de arquitetura e inovação”, comenta o

CIO, enfatizando que o objetivo da iniciativa reside em melhorar o time to market e desenvolvimento de

produtos com colaboração na mesma proporção que reduz custos de viagens. “Todos

sistemas conversarão”, projeta.

A medida está plenamente alinhada ao framework de UC já existente e contemplará fortes investimentos em

infraestrutura para oferecer banda suficiente para comportar as reuniões

virtuais. A empresa já utiliza a tecnologia em fase de piloto e a expectativa é

promover o roll out do projeto em 1º

de abril de 2010.

Participação

A nova onda de inovação na TI da Eaton encontra-se nas

tecnologias focadas em ampliar negócio. A companhia lançou esforços globais no

que o executivo chama de “call center

CRM”. A solução prevê, entre outras medidas, a integração do ERP da Oracle com

toda parte de voz sobre o protocolo de internet (VoIP, na sigla em inglês) da

Avaya, já em utilização. “É um grande projeto global onde o Brasil faz parte

desde o grupo piloto até a definição dos padrões tecnológicos.” De uma forma

simplificada, a intenção é usar o contact

center para facilitar o relacionamento com os clientes, prevendo

identificação por voz, histórico de atendimentos e direcionamento da demanda

para especialistas.

Para tanto, a companhia pretende adotar um software de

gestão de clientes (CRM) como ferramenta corporativa. Parte do projeto será

entregue até o fim de 2009 e com roll out

completo previsto ainda para o primeiro trimestre do ano seguinte. O CIO não

entra em detalhes, mas revela que está em avaliação uma possível migração para

uma solução no formato “como serviço” (SaaS, na sigla em inglês).

Aliás, a modalidade parece ganhar cada vez mais espaço no

conceito do executivo, citando que nos últimos meses as operações na América

Latina já tiraram algum proveito do formato. No início do ano, por exemplo, a

Eaton implantou um sistema de gerenciamento de despesas desta forma, trazendo

resultados no processo como um todo. 

Com o tempo, o departamento sob o comando de Miranda tende a

seguir por dois caminhos interessantes: alinhar-se cada vez mais ao negócio e

colher mais frutos das sementes de UC plantadas no passado. Sobre estes pontos,

o executivo divaga. “Imagine uma tecnologia para área de vendas? Ou algo para

avaliação de pesquisa na internet onde eu vejo por quais sites e produtos o

internauta procurou e com isto formatar uma oferta específica na hora em que

ele entrar no meu site?”. Ele completa: “Não acho que faremos negócio como

fazíamos antes”. O executivo afirma que um ponto de market share pode fazer toda a diferença e que esse cenário é bem

provável como consequência dos investimentos em TI feitos até agora.

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras no Uso de TI.

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