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100+: empresas de comunicação têm dedicadas à busca da inovação e às demandas dos usuários

Na Rede Globo, as estatísticas de times e jogadores são fornecidas por um sistema, que faz a ponte entre o iPhone dos jornalistas e os dados

Publicado: 09/05/2026 às 21:03
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5 minutos
100+: empresas de comunicação têm dedicadas à busca da inovação e às demandas dos usuários
Construção civil — Foto: Reprodução

Poucos setores

sentiram mais o impacto das transformações causadas pela tecnologia do que o de

comunicações. Tudo porque o produto principal destas companhias – a informação

– virou bit e começou a trafegar em

redes de dados digitais, caindo no gosto de consumidores ao redor do mundo. O

estudo As 100+ Inovadoras no Uso de TI mostra

como as empresas deste setor estão lidando com uma revolução que teima em se

renovar a cada dia.

 Embora as fatias dos orçamentos de TI

destinadas à experimentação não sejam das maiores – com média de 8% enquanto há

outros setores com 11% -, o papel que a área desempenha junto à renovação dos

negócios das empresas tem um índice alto no levantamento da Deloitte, com 2,93

de 3,0 possíveis.

Em 60% das

pesquisadas do setor, há grupos de funcionários que se dedicam especialmente

aos processos de inovação. Nas três mais bem-colocadas, isto é típico.

Globosat, Rede Globo e Abril possuem alguma forma de separar a busca por

inovação em uma equipe que faz a interface entre TI e negócios. Estes grupos

são responsáveis por descobrir metodologias e tecnologias novas que possam

trazer melhorias significativas às empresas.

A nova sede

da Globosat retrata bem isto. O prédio, na Barra da Tijuca (RJ), foi moldado

com os pedidos das áreas usuárias de tecnologia. Todos os 1,5 mil ramais terão

tecnologia IP com qualidade garantida pelo QoS (quality of service), estabelecida pelo time de TI. “Foi uma ideia

que surgiu em reuniões para discutir alternativas aos custos de

telecomunicações”, explica o principal executivo de TI, Geraldo Pimenta.

A infraestrutura

de tecnologia no prédio novo deve facilitar ainda mais a aproximação com o

negócio. Os sistemas terão um banco de soluções documentado para que todos os

departamentos tomem conhecimento e implementem as novidades feitas em outras

partes da empresa. “A inovação se torna constante quando há troca de ideias

entre todos e os resultados ficam disponíveis”, diz Pimenta.

Uma lição

que está nas outras duas campeãs do setor. Na Rede Globo, a inovação da empresa

pode ser vista por milhões de brasileiros todos os domingos à tarde, quando os

repórteres que estão fazendo a cobertura de um jogo ao vivo de futebol dão

estatísticas de times e jogadores. Os números são fornecidos pelo sistema

Scout, que faz a ponte entre o iPhone dos jornalistas e o sistema da empresa.

“Foi um pedido do pessoal de esportes e nos esforçamos muito para entregar isto

de uma forma segura e com altíssima disponibilidade”, lembra o diretor de

tecnologia e planejamento da emissora, Carlos Octávio Queiroz, que responde

para Antônio Peixoto Flórido, principal executivo de TI da emissora.

A solução foi criada

por um dos grupos de inovação que estão em contato com as áreas usuárias. Como

a empresa tem departamentos com demandas distintas, foi necessário criar esta

segmentação. Além dos grupos direcionados para as unidades de negócio, a Globo

conta com outro que se preocupa em pensar inovações que possam ser usadas por

mais áreas.

Metodologia enxuta

No Grupo

Abril, a infraestrutura de inovação vai ainda mais longe. Todos os envolvidos

nos processos deste tipo têm de obedecer a rígida metodologia SCRUM implantada

pela companhia. Este conjunto de regras prioriza a entrega de resultados em um

tempo muito curto e enxuga ao máximo os processos decisórios de um projeto. A

cada três semanas, um pacote de inovações tem de surgir. “A inovação precisa

ser sistemática e ter frequência para ser eficiente”, defende o CIO da Abril,

Max Aniz Thomaz.

As reuniões

entre técnicos e as áreas usuárias são diárias, mesmo que não haja projeto em andamento. Nestes

encontros, todos os processos são repassados em busca de possíveis melhorias.

Se uma ideia é lançada por um dos participantes, a construção do plano de

inovação começa em seguida, durante o encontro.

Atualmente,

o grupo tem se preocupado em achar soluções open

source para a TI como forma de reduzir o custo de propriedade. Outro plano

que já está em andamento é o de construir uma cadeia de fornecedores que

estejam de acordo com as políticas de sustentabilidade do Grupo Abril.

Não é por acaso que o

estudo de As 100+ Inovadoras mostra

que a TI no setor de comunicações visa a ajudar a alcançar os objetivos

corporativos e a direcionar o negócio pelo uso da tecnologia, ambos com 40%. A

rotina de manter a infraestrutura funcionando, representa apenas 20% da missão

desses departamentos. São números que mostram o foco no core business e a importância da inovação neste setor.

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.  

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