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100+: empresas de infraestrutura, transporte e logística têm missão de alcançar objetivos do negócio

Todas as companhias do setor apontaram esta meta como o principal foco do departamento de tecnologia da informação

Publicado: 09/05/2026 às 23:21
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4 minutos
100+: empresas de infraestrutura, transporte e logística têm missão de alcançar objetivos do negócio
Construção civil — Foto: Reprodução

Para as empresas do segmento de infraestrutura, transporte e

logística, a inovação é boa desde que garanta a continuidade dos negócios. As

três mais bem-colocadas no estudo  As 100+ Inovadoras têm se dedicado ao longo do último ano a desenvolver soluções

que garantam o controle maior do patrimônio físico, que é o verdadeiro core business das companhias. Nada para

se espantar. Este trio de vencedoras trabalha com vários tipos de commodities. Por isto, a criação de

valor agregado se dá na transformação do produto em serviço de melhor qualidade

e na eliminação de gargalos e focos de desperdício.

O negócio da Comgás, por exemplo, é distribuir gás natural

encanado. Parece algo muito longe de qualquer inovação. A empresa, porém, é a

mais bem-colocada do setor no ranking de As

100+. Tudo por conta de sua preocupação em melhorar o serviço oferecido aos

clientes.

No último ano, a empresa se dedicou a construir um software

de controle de depreciação de ativos. A qualidade percebida pelos clientes está

diretamente ligada à rede de canos que distribuem o gás. Qualquer dano ou

desgaste afeta o abastecimento.

Existem softwares desse tipo no mercado. Mas eles são feitos

para companhias petrolíferas e ficam fora do patamar de investimentos da

Comgás. Sem opções de compra, a empresa decidiu desenvolver uma solução própria,

que já está na mira de seus controladores: Shell e BG Group.

A inovação surgiu de uma necessidade do plano estratégico da

companhia. “A TI deixou de ser uma recebedora de pedidos e, hoje, é um apoio na

busca de soluções de negócio”, comenta o CIO da Comgás, Roberto Carneiro.

Alcançar os objetivos definidos pela corporação é missão

para 100% das participantes do estudo neste setor. Embora 64% definam a TI como

centro de custos, o porcentual das que afirmam possuir uma estratégia de

inovação definida é alto, 82%. No entanto, o segmento está longe de ser

caracterizado como early adopter – o

que não significa falta de adoção de TI. O uso de tecnologias focadas no

negócio é impressionante.

Na Duke Energy, segundo lugar no segmento, um CRM está sendo

criado para o controle das bordas dos reservatórios. No ramo de hidroelétricas,

as companhias são as responsáveis por educar a população sobre os perigos de se

construir fora dos limites de segurança das margens dos rios e represas. Mas as

regras são constantemente desobedecidas, trazendo risco em tempos de abertura

das comportas das usinas.

Com o cadastro de todos os impactados pelas cheias em um CRM Dynamics,

da Microsoft, a empresa espera gerenciar melhor este problema. “Os dados e

contatos da população em questão ficarão visíveis a todos envolvidos nos

processos de fiscalização, deixando mais ágil e rápida a atuação com as

autoridades locais”, explica o CIO, Osvaldo Esteban Clari Redes.

O sistema está sendo encarado como um gerenciamento

automatizado para stakeholders. Algo

muito diferente do pensamento da empresa quando chegou ao Brasil há dez anos.

Em 1999, tudo era uma cópia da matriz norte-americana.

Hoje, a sede é apenas o objetivo para os ganhadores do

prêmio de inovação da filial brasileira – o Programa de Melhoria Contínua dá uma

viagem para conhecer como funciona a Duke nos Estados Unidos. Nos últimos dois

anos, a área de TI esteve entre estes privilegiados.

Medições

em todo lugar

Controlar os ativos que definem o negócio da empresa também

é foco de inovação na empresa de logística MRS, responsável pelo transporte de

várias commodities por uma rede

ferroviária que envolve RJ, SP e MG. As imensas locomotivas ganharam status de avião e são monitoradas da

mesma forma que as companhias aéreas cuidam de suas aeronaves.

Para isso, a MRS – terceira colocada na categoria – investiu

em tecnologia embarcada, transformando as locomotivas em um complexo sistema de

sensores, telefonia e softwares. Quando o trem passa pelos pontos de checagem,

todo o desgaste de peças é medido e enviado para um sistema de gestão. Assim, a

empresa consegue evitar paradas desnecessárias e aumenta a vida útil de cada

componente.

A solução irá ajudar a empresa a dobrar a capacidade de

carga (que, atualmente, é de 145 milhões de toneladas) sem investir em compras

de novas locomotivas. O ganho de escala, explica o CIO, Eliezer Tadeu Dore, se

dará por meio do aumento do tráfego dos comboios. Com intervalos menores e

controlados, a produtividade aumenta. Das 500 locomotivas da empresa, cem já

possuem o aparato.

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.

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