ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Tech Review: como inovar na infraestrutura

Com projetos de desenvolvimento em espera, é hora de limpar as operações de TI e focar em bons negócios com os fornecedores

Publicado: 10/05/2026 às 06:08
Leitura
7 minutos
Tech Review: como inovar na infraestrutura
Construção civil — Foto: Reprodução

A falência da Washington Mutual (ou WaMu), em setembro do ano passado, marcou o inicio da recessão econômica. Mas, para JPMorgan Chase, marcou uma oportunidade. E para Guy Chiarello, CIO da JPMorgan Chase, foi o momento certo para investir em infraestrutura de TI para a empresa, incluindo milhões de dólares e novos computadores mainfraime. Ao adquirir um pedaço grande dos negócios da WaMu por US$ 1,9 bilhão, incluindo as filiais supervalorizadas na costa oeste e pilhas de empréstimos imobiliários que não foram pagos dentro do prazo estipulado, a JPMorgan Chase já aumentou seu rendimento em banco de varejo e empréstimos pessoais. A empresa modernizou o sistema Z10, da IBM, pouco depois da aquisição, criando uma infraestrutura de mainframe capaz suportar os volumes atuais e ainda gerar capacidade sob demanda, para que a empresa pudesse absorver o portfólio e os dados de clientes da WaMu e ter mais eficiência quando os negócios voltarem ao prumo.

Enquanto alguns CIOs deram uma pausa nas iniciativas de infraestrutura de TI, a equipe de Chiarello, do JPMorgan Chase, vem investindo tempo e dinheiro em hardware, upgrade e virtualização de desktops e servidores por toda a empresa. As negociações vantajosas com os fornecedores oferecem uma economia de 25% sobre o que a empresa gastaria em novos hardwares durante tempos melhores, o que marca um ponto nos preços que pode ser difícil para os fornecedores reverterem quando a economia der a volta por cima. Tempos ruins? Para Chiarello, não poderiam ser melhores para os negócios, mesmo com a “enorme pressão” sobre seu orçamento. Ele não sabe quanto tempo a competição por melhores preços entre os fornecedores vai durar, mas a empresa já se posicionou. “Não vou pagar um centavo a mais [do que já pago] pela última coisa que comprei.”

A chamada inovação na infraestrutura de TI está surgindo em várias empresas. São tempos difíceis, sem dúvida, com quedas nos rendimentos derrubando os orçamentos de TI e forçando demissões, o que levou a taxa de desemprego em TI nos EUA de volta à 2004, com mais de 5%. O Gartner prevê que os gastos globais em hardware de TI vão cair 16% neste ano e continuarão iguais no ano que vem. Prevê também que os gastos com serviços de TI devem cair 5,6% em 2009, o que reflete a falta de novos projetos em andamento. 

Mas resumir isso tudo como “nada demais acontecendo em TI” seria uma visão superficial. Debaixo desta penumbra, existe um turbilhão de atividades, novos pensamentos e, até mesmo, investimentos selecionados, já que alguns CIOs aproveitam a oportunidade de modernizar e reduzir os custos nas infraestruturas antes da reviravolta, quando os projetos de crescimento voltarão a dominar a agenda da tecnologia corporativa. 

Algumas das ideias mais inovadoras e inteligentes em TI hoje não têm nada a ver com, digamos, softwares que ajudam no crescimento da base de clientes e melhora a colaboração com parceiros. “Quando o negócio prospera e as demandas aumentam, a infraestrutura precisa servir o negócio de forma progressiva, deixando menos tempo no portfólio para focar em melhorias.” Se você está no cargo de CIO, o momento mais interessante para infraestrutura é quando o ambiente está pra baixo; e o mais interessante para desenvolvimento de aplicativos é quando tudo está em funcionamento.

Entre as inovações ganhando força estão a virtualização de servidores e, de forma menos estendida, a virtualização de desktops, além da computação em nuvem, softwares de código aberto alternativos, novos bancos de dados de eficiência energética, voice network de baixo custo, incluindo comunicações unificadas, automatização espandida de TI e novos processos e softwares para rastrear custos e usos de sistemas de TI. Em um relatório de abril, o Gartner cita a redução de custos com TI como a estratégia número dois dos CIOs em 2009, um salto em comparação com o nº12, em 2007. A entrega de projetos que permite o crescimento do negócio caiu do 1º lugar para o 3º neste ano. A nº1 ficou para a ligação entre negócio e estratégias e planejamento de TI, que ano passado estava ficou como a nº2. 

À base de cafeína

A JPMorgan Chase – que devolveu os US$ 25 bilhões dos fundos TARP (Troubled Asset Relief Program) para o governo dos EUA e registrou lucro de US$ 2,7 bilhões no último trimestre – tem, agora, uma posição melhor que muitas empresas para investir na sua infraestrutura de TI. Mas mesmo as empresas cujo crescimento está lento e decaindo vêm aproveitando o momento para corrigir o que estiver errado. 

John Shepard, diretor de infraestrutura global de TI da Starbucks, juntou-se à cadeia de filiais da cafeteria em novembro de 2006, na época em que muito mais gente podia gastar cerca de US$100 por mês nos expressos matinais e lattes vespertinos.  “Uma coisa que fazíamos bem era abrir lojas, eram sete ou oito todo dia, ao longo do ano.” relembra Shepard. “Nós confiávamos que as unidades individuais fariam tudo o que precisassem para iniciar o negócio.” A eficiência perdeu a importância diante do crescimento e, como resultado, diz Shepard, investimento em infraestrutura de TI era “um tipo de competição”.  Assim como o sucesso da Starbucks era um símbolo dos bons tempos, a queda em seus faturamentos em 2008 e a decisão de diminuir o ritmo na abertura de novas lojas e até mesmo fechar algumas delas foram sinais de uma economia decadente. O falatório sobre redução de gastos se intensificou na empresa e demissões atingiram algumas áreas, incluindo a de TI. Em maio de 2008, a Stabucks nomeou o novo CIO, Stephen Gillett, antigo CIO da Corbis, uma empresa de imagem digital que pertence a Bill Gates. Em outubro de 2008, embarcou em uma nova abordagem de gerenciamento de propriedade central para TI, o que incluiu um plano para rastrear todos os PCs em todas as unidades do negócio.

A Starbucks descobriu cerca de 2 mil PCs guardados, que ninguém estava usando. “Nós estavámos gastando dinheiro em novos computadores quando vimos este enorme inventário de máquinas ainda com garantia”, disse Shepard.  Usando o software de gerenciamento de propriedade da Apptio, a área de TI agora controla os PCs, seu estado físico, o desgaste e a garantia – e também identifica licenças de software mais caras e que algumas máquinas não precisam mais. 

A Starbucks também usa o software Apptio para comparar os custos de manutenção em PCs mais antigos e determinar se, em alguns casos, não é melhor comprar um novo, examinando fatores como histórico de suporte de TI em máquinas individuais e pesquisas sobre o ciclo de vida típico de modelos específicos.  Às vezes, a conclusão é que sai mais barato comprar um novo. Mas, acima de tudo, a Starbucks está gastando menos em computadores – economizando cerca de US$ 2 milhões que seriam gastos em novos PCs, diz Shepard, principalmente para reparar sistemas sem uso. A empresa quer, agora, estender seus esforços de gerenciamento de propriedade para impressoras em rede, telefones celulares e, até mesmo, servidores. 

Leia também:

Inovação na infraestrutura: conselho do CIO da JPMorgan

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas