ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Rodhia terceiriza compras e libera equipe

Companhia melhora a satisfação de funcinários e dá mais tempo para o time interno negociar produtos essenciais

Publicado: 11/05/2026 às 04:11
Leitura
5 minutos
Rodhia terceiriza compras e libera equipe
Construção civil — Foto: Reprodução

Quem conhece o dia a dia do departamento de compras de uma grande empresa sabe como é a rotina dos funcionários que integram a equipe. São diversas ligações, reuniões e negociações para, muitas vezes, nada se concretizar, pois o preço ou produto não é o desejado. Uma das mais frequentes reclamações de quem lida com isto é tempo disponível para negociar, sobretudo, quando estão na pauta itens complexos, difíceis de achar ou mesmo com número reduzido de fornecedores. Diante desta necessidade, a Rhodia passou a avaliar alternativas para melhorar esta encruzilhada. E encontrou: recorrer à terceirização.

O processo de mudança não é tão recente. Começou ainda em 2004 por preocupações relacionadas às crescentes operações de compras de valores baixos, envolvendo itens simples e não-estratégicos ou item C, como eles chamam materiais e serviços industriais e de compras gerais. De acordo com Oswaldo Zanotti, gerente de compras da Rhodia para América Latina, que esteve à frente do processo de terceirização, a companhia buscou prestadores de serviço que pudessem administrar as compras de pequeno valor. “Consultamos oito empresas e acabamos decidindo pelo Mercado Eletrônico.” A operação terceirizada teve início em outubro de 2005, com valores modestos e cresceu na medida em que o processo ficava mais maduro. Atualmente, o valor está em R$ 10 mil e o prestador chega a negociar R$ 20 milhões em itens por ano para a Rhodia (em quatro anos de parceria, o Mercado Eletrônico já negociou em torno de R$ 100 milhões). “Precisávamos deixar o processo mais ágil, por isto, terceirizamos as compras dos itens C. Reduzimos tempo e recursos nestas operações.”

De acordo com Zanotti, alguns motivos influenciaram a escolha pelo Mercado Eletrônico, entre elas, a plataforma de e-procurement da fornecedora e a possibilidade de integração do sistema de compras com o ERP da Rhodia, algo que ainda não ocorreu, mas está nos planos. “Além disso, a solução trouxe flexibilidade e estrutura para gerenciar, sem contar a saúde financeira [do prestador]”, avalia. Este, aliás, é um ponto fundamental, mas nem sempre mencionado pelas companhias. Muitas consultorias, como Gartner, incentivam este tipo de avaliação quando alguma empresa busca por um parceiro para terceirizar parte ou toda a operação de TI. É uma forma de assegurar a prestação do serviço, pelo menos durante a vigência do contrato.

Integração à vista

Sobre os ganhos, o executivo é enfático ao dizer que não computa apenas a economia de dinheiro, embora saiba precisar que, apenas em uma operação, chega a economizar 5% do valor. “Mas há outras questões, como deixar de gerenciar grande número de fornecedores (cerca de mil). Com isto, melhorei a satisfação do meu cliente interno, já que as compras são feitas de forma mais rápida.” Quando a equipe da Rhodia reduziu o número de compras emergenciais e fragmentadas, a companhia diminuiu também as falhas na descrição de materiais e conta ainda com análise de histórico.

O principal objetivo era que a equipe de compras da Rhodia ficasse focada apenas em compras A e B, ou seja, compras mais complexas e de materiais de maior valor, deixando a carteira de quase mil fornecedores para administração terceirizada. 

Atualmente, duas pessoas internas da Rhodia são responsáveis pelo recebimento das requisições de compras. Elas acessam os dados no sistema de gestão e avaliam se os documentos estão dentro dos valores estipulados e, em seguida, encaminham para o Mercado Eletrônico, que faz a cotação e conclui a compra.

Para 2010, a ideia é que este processo esteja automatizado, pois será feita a integração do sistema ERP da Rhodia – eles usam SAP – com a plataforma de compras do ME. “Com a conclusão, tudo irá direto pelo nosso sistema.” De acordo com Zanotti, questões de segurança, por exemplo, é o que mais tem postergado a integração, mas ele está confiante que, no próximo ano, essa barreira esteja demolida.

Conforme explicou Jair Ivan, gerente de TI da Rhodia, entretanto, o projeto de integração está previsto para 2010, mas ainda depende de liberação de verba. O executivo, no entanto, garante que, dado o aval por parte da companhia, o projeto de integrar e automatizar levaria em torno de três meses. “Não é tão complexo. Temos implementada a etapa de solicitação e o canal de integração já está constituído, mas haverá troca de arquivos com estrutura e dados diferentes quando integrarmos os pedidos”, detalhou, ao garantir que não precisará promover alterações no sistema de gestão.

Ivan explicou ainda que a integração completa permitirá mais um benefício: “como o canal de comunicação fica aberto, se a informação do pedido for atualizada, isso aparece em tempo real para o Mercado Eletrônico. Temos de levar em conta também que a pessoa que fez o requerimento na Rhodia quer saber o andamento do pedido.”

“O que temos hoje, depois de muito tempo, é satisfação do cliente interno, o que é muito importante. Eles reconhecem o Mercado Eletrônico como uma extensão da Rhodia. O tempo para fazer pedido é de até cinco dias, mas eles fazem em menos. Além disto, eliminei regularização e liberei meus negociadores”, resume.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas