Foi o que mostraram cases do Bradesco, Grupo Votorantim e Eaton apresentados no Intercâmbio de Ideias que discutiu o tema
Transformar a Tecnologia da Informação de operacional para foco total nos negócios. Este foi o desafio colocado para o Centro de Competência de TI do Grupo Votorantim na virada do milênio. O caminho a percorrer deveria passar por grandes transformações. O cenário era de processos e informações em diversos sistemas, a tecnologia das unidades atuava de forma independente com competências variadas, não havia padrões de hardware, software, serviços nem de contratos.
O caminho conduzido por Fábio Faria, diretor de TI do grupo, passou pela padronização, integração e otimização de processos e de informações; simplificação da replicação local e global; compartilhamento de conhecimento e a implementação de soluções eficiente e eficazes. A comprovação da eficácia veio com o alinhamento com a estratégia e com a meta de triplicar os negócios da companhia e com a redução de 30% nos gastos de TI no últimos cinco anos. Segundo Faria, o processo não é fácil e requer pulso forte de seus condutores, mas os resultados são compensadores.
A estratégia de TI construída e conduzida par e passo com o negócio é lei no Bradesco, como mostrou Maurício Minas. E para isso métricas são essenciais no processo, destacou o executivo. “Se você não consegue medir dificilmente conseguirá avaliar”, reforça. Entre os pontos essenciais no processo, Minas ressaltou a importância também da transparência, prestação de contas e sustentabilidade. E Para facilitar o acesso ao que vem sendo desenvolvido pela área foi criado um portal.
Outro tema debatido no Intercâmbio de Idéias que discutiu Governança de TI e Governança Corporativa foi a gestão de conhecimento. O conhecimento hoje ainda está nas pessoas e deve passar para a corporação para sua continuidade.
“Todos apóiam processos comuns desde que o comum seja o seu”. A frase de Jedey Miranda, CIO para América Latina da Eaton, retrata a dificuldade de uniformização de procedimentos confirmada pelos participantes da mesa onde ele coordenou a discussão sobre governança de TI e corporativa. Na busca pela integração total TI e negócios o grupo listou ingredientes fundamentais. São eles patrocínio da alta direção à área de TI; participação da tecnologia na decisões da corporação; transparência; processos definidos; métricas; compliance; alinhamento e comprometimento com os resultados da empresa.
Em pesquisa conduzida por Miranda entre os cerca de 20 CIOs ficou claro que hoje a TI já reconhecida pela maioria das empresas como estratégica. Prova é que, do grupo, 90% tem assento no comitê executivo com os líderes de outras áreas de negócio.
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