Projeto começou em janeiro de 2009 e contou com envolvimento de 20 técnicos e contemplou investimentos em hardware, softwares e serviços
Trabalho na Taurus há dois anos, onde desempenho a função de administrador de redes. Vou contar um pouco de algo que, na verdade, deu um “start” em minha vida profissional. Trata-se de um projeto que visava a uma reestruturação total na rede e infraestrutura da empresa.
Em maio de 2008, houve uma alteração na gestão de tecnologia da informação da companhia. Foi nesse período que começamos as mudanças que se estenderam até janeiro do ano seguinte. Iniciamos um projeto com o objetivo de ter um ambiente centralizado, automatizado, mais estável e com um menor número de recursos para gerenciá-lo, em condições de fazer tudo com mais facilidade e segurança.
Muitos problemas eram enfrentados antes da reestruturação. Entre eles destaca-se o correio eletrônico, devido ao excesso de caixas locais (e-mails guardados diretamente nos PCs) e à credibilidade, afetada após uma migração parcial para o Lotus Notes que ocorreu sem sucesso. Além disso, existiam dois correios ativos na empresa (Notes e um open source). A saída passou pela definição do Microsoft Exchange como “ferramenta corporativa”.
Durante o projeto, a empresa corria alguns riscos devido à falta de estrutura adequada para algumas operações. A continuidade operacional era desafiada, devido à inexistência de conexões redundantes (WAN), ou seja, foi necessário fazer essas conexões em paralelo às migrações. A virtualização que seria feita poderia causar uma parada dos servidores e das unidades da companhia, pois se tratava de uma operação de risco. Então, para termos a segurança necessária, contamos com o apoio de fornecedores para esta implementação.
Possuímos outras cinco unidades de negócio no Brasil. No passado, existiam dois links externos de internet e apenas um de conexão com cada unidade. Foi realizado, então, o contingenciamento de toda a comunicação com uma operadora específica, a maioria 2×1 Mbps utilizando dois meios físicos diferentes – rádio e fibra. No decorrer do projeto, a Taurus adquiriu uma empresa, a Rossi, cuja operação foi fundida com nossa estrutura, instalando seu próprio Domain Controller com File Server e 2 links contingenciados para comunicação.
Foram adquiridos, da Dell, um storage e três servidores com 32 GB de memória cada, que compõem um ambiente VMware onde foram virtualizados 20 servidores. Com as virtualizações e retirada de servidores Lotus Notes das unidades, foi possível remanejar oito deles, pois, mesmo contando com um parque de máquinas de alto nível, algumas não estavam sendo utilizadas da forma correta. Toda a estrutura de backups foi revisada, com cópias incrementais diárias e totais nos finais de semana de todos os serviços, inclusive as imagens dos servidores virtualizados.
Foram envolvidos cerca de 20 técnicos para o projeto, entre parceiros e funcionários, e cerca de 800 usuários. Os investimentos, incluindo hardware, softwares e serviços, ficaram na ordem de R$ 1 milhão. O retorno está previsto para dois anos e meio, sendo que o principal fator de ganhos reside na continuidade operacional, que hoje está na casa de 99,98% de disponibilidade do ambiente.
A mudança para a plataforma Windows trouxe estabilidade e economia em custos de manutenção. Com a virtualização dos principais servidores, obtivemos um melhor monitoramento no desempenho, e agilidade na resolução de possíveis problemas.
*Odilon Devens é analista de suporte da Taurus e escreveu o artigo com exclusividade para a seção For IT by IT da revista InformationWeek Brasil 224.