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CIOs de bancos de montadoras reclamam de flexibilidade dos softwares utilizados

Engessamento dos sistemas gera perda de negócios, aponta pesquisa da KPMG

Publicado: 18/05/2026 às 05:29
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3 minutos
CIOs de bancos de montadoras reclamam de flexibilidade dos softwares utilizados
Construção civil — Foto: Reprodução

Apesar de o nível de satisfação com os produtos disponíveis no mercado ser relativamente alto ? em torno de 65% ?, os CIOs de bancos de montadores estão descontentes com a flexibilidade dos softwares utilizados. Eles somam 81% dos respondentes de pesquisa Tecnologia da Informação em Bancos de Montadoras de Veículos no Brasil, realizada pela KPMG e divulgada com exclusividade ao IT

Web.

Segundo o diretor da área de TI da auditoria no Brasil, Luiz Gustavo Cabral, isso ocorre porque as necessidades deste grupo estão diretamente ligadas aos movimentos da economia, respondendo extremamente rápido a estímulos ? um aquecimento do consumo, por exemplo ? e retraindo na mesma velocidade quando algo não vai bem na demanda por veículos.

?No momento em que as empresas estavam retomando os negócios e começaram a demandar novos produtos e uma capacidade diferenciada da área de TI, os bancos [que fornecem crédito para essa área em específico] tiveram de atender a estas expectativas, pouco tempo depois de retrair investimentos por causa da crise?, explicou Cabral. ?Quando o gestor da área de negócios faz a requisição, a área de TI vê que o sistema não tem esta flexibilidade e que a possibilidade não está projetada. Com isso, não há resposta rápida ao cliente, e é necessário executar as tarefas em planilhas, de forma manual?, detalhou.

Mobilidade

Dentre as principais necessidades oriundas da falta de flexibilidade, Cabral destacou a questão da mobilidade: permitir que representantes dos concessionários consigam fazer simulações no celular ou no notebook ? em outras apalavras, fora do escritório. ?Sabemos que quem chega primeiro, ganha mercado. Os entrevistados não falaram números, mas sabemos que este é o principal problema?, explicou.

A customização também é característica do grupo. ?A maior parte dos bancos, cerca de três quartos, utiliza sistemas adquiridos no mercado. O restante, desenvolve internamente. Quem adquiriu no mercado está fazendo uma cobrança bastante intensa da flexibilidade?, adicionou. Dessa forma, fornecedores precisam mudar o desenho dos produtos para atenderem às necessidades de seus clientes.

Mais de 70% das instituições entrevistadas estão executando ou planejam executar no curto prazo projetos de melhorias em seus sistemas de core banking. Neste universo, mais da metade espera fazê-lo em menos de um ano. Ainda em relação ao ambiente de sistemas, um terço utiliza sistemas dedicados de business inteligence para apoio nos processos de tomada de decisão.

O resultado da questão sobre a aderência dos sistemas, segundo Cabral, surpreendeu: 27% consideram muito aderente, 64% enxergam aderência e apenas 9% estão insatisfeitos.

Falta de pessoal

O problema da falta de pessoal técnico especializado, com 73% das respostas, também chama atenção, acompanhado ao fato de que falta de recursos financeiros não é lembrada por nenhum dos entrevistados, quando o assunto é investimento.

Nota da redação: acompanhe, nos próximos dias, outras duas reportagens da série, ambas publicadas na Rádio IT Web: a primeira sobre investimentos e a segunda sobre segurança da informação.

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