Companhia investe em solução de acesso a sistemas como ERP, reduz gastos com telefonia e melhora produtividade
Dar acesso remoto às informações estratégicas das companhias é sempre complicado. O tráfego não seguro de dados pelas redes, a possibilidade de divulgação de números estratégicos, entre outros pontos, deixam as empresas temerosas quando o assunto entra em pauta, seja por necessidade do negócio ou mesmo para um projeto de trabalho remoto. Mas a Magnesita Refratária conseguiu driblar as barreiras há algum tempo e, recentemente, renovou a forma de acesso conferindo mais segurança e tornando o processo simples.
O gerente de infraestrutura e operação de TI e telecom da companhia, Ênio de Barros Borges, lembra que a demanda para esse procedimento vinha da própria direção. Os executivos queriam acessar dados do ERP mesmo quando estivessem em trânsito. E, mais, desejavam algo prático. “Antes, províamos o acesso via VPN, mas existiam muitos procedimentos ou era por meio de token”, relembra Borges. Dedicada à mineração, produção e comercialização de materiais refratários, a multinacional brasileira tem sede no Brasil e atua em quatro continentes, empregando cerca de oito mil funcionários.
Além disso, o acesso anterior tinha de ser feito sempre pelo mesmo laptop. Diante do desafio, o gestor saiu em busca de uma solução para rede privada (VPN) mais simples e tão segura quanto a anterior. “O objetivo era acessar servidor e ramal [telefônico] de qualquer lugar”, explica. Com ajuda da Future Security, Borges chegou a um modelo que consiste no seguinte processo: o funcionário chega em uma máquina, acessa um site, informa login e senha, baixa um plug-in VPN SSL e passa a ter acesso aos sistemas.
O diferencial nesta história é que, a partir do momento em que ele se loga aos servidores, a conexão com a internet do PC onde foi feito o acesso é cortada. “Sai tudo pela internet da Magnesita e não da pública. A ferramenta fecha a VPN com a gente, joga o tráfego todo para a empresa. Isto gera mais produtividade e redução de custos”, confirma Borges.
A produtividade à que o gerente de infraestrutura se refere melhora porque o executivo pode obter os dados necessários em casa, em uma lan house ou pelo laptop de um amigo; tudo com a devida segurança. A companhia deixou a solução disponível para a diretoria global em maio, mas existe um movimento para levar o processo para o nível gerencial.
No total, houve um investimento de R$ 70 mil neste projeto – incluindo hardware, licença e serviço. “Todas as permissões são tratadas no firewall. Na prática, o maior ganho é em praticidade de acesso. Segurança antes era apenas no firewall. Agora trata toda a conexão VPN e também a liberação do usuário”, frisa. O sistema facilita o trabalho da TI, já que, antes, para ter acesso remoto, o usuário precisava acionar o help desk e enviar a máquina, além de ter de usar um token.
A implementação, feita no início deste ano, durou uma semana. Desde que a ferramenta entrou em operação, a TI faz uso para testá-la e também promover as alterações necessárias. Neste intervalo, por exemplo, eles refizeram as regras de firewall para liberação do ERP, servidor de arquivos e telefonia. “Fizemos alguns ajustes para o roteamento funcionar como queríamos. O problema é que o SIP Alcatel (para disponibilização de ramais) é específico e foi preciso acertar com o padrão da Check Point”, detalha.
De acordo com Borges, com a nova solução, os diretores da Magnesita terão acesso total aos dados estratégicos e com a facilidade que buscavam. Outro diferencial será a disponibilização do ramal que pode ser utilizado durante as viagens, gerando redução de custos com ligações. A contagem será por executivo e eles ainda não calculam qual será a redução, mas falam em algo perto de 5% no início. Tudo dependerá da adoção do ramal IP em viagens internacionais.