Em 1996, a Visteon ainda era a divisão de produtos eletrônicos da Ford e adotou as primeiras gerações desses equipamentos
Tablet PC não se trata de uma tecnologia nova. Em 1996, a Visteon ainda era a divisão de produtos eletrônicos da Ford e adotou as primeiras gerações desses equipamentos para otimizar processos de importações e transporte. O aparelho pesava 2,5kg e tinha o tamanho de um netbook. “Na época era um bicho evoluído e saiu caro para caramba”, recorda Carlos Lemos, conhecido como Kaká, hoje CIO da Visteon South America.
O executivo, que, no projeto era responsável pelo desenvolvimento de soluções para controlar os produtos que chegavam nos consolidadores de carga, lembra ainda que o aparelho trabalhava com caneta para o teclado virtual e tinha conexão Wi-Fi.
A solução feita no Brasil – e replicada em quatro concentradores de carga espalhados pelo mundo – consistia em uma aplicação em Forms que rodava nos dispositivos nas instalações da montadora por rede sem fio baseada em web. “Foi uma tentativa de criar uma mobilidade dentro de um armazém para evitar as discrepâncias e problemas dos trâmites de embarque”, diz, para completar: “diziam que era o videogame da Ford atuando nos controles de importação e exportação”. Na época, todas outras empresas realizavam o mesmo processo com papel.
Em 2002, a Visteon realizou spin off da Ford e virou uma empresa independente. A ferramenta ficou em uso na empresa de Kaká há até dois anos. De lá pra cá, conceito de tablets mudou bastante. “Hoje a solução provavelmente seria totalmente diferente”, afirma o CIO.
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