ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

100+: Geração X e Y na TI do setor público

Vencedores na categoria que engloba empresas de governo mostram como trabalhar o choque de gerações na estratégia de inovação

Publicado: 21/05/2026 às 11:44
Leitura
5 minutos
100+: Geração X e Y na TI do setor público
Construção civil — Foto: Reprodução

Por pouco, as duas primeiras colocadas na categoria das empresas do setor público no estudo As 100+ Inovadoras não ficam entre as top 10. Eletronorte e Companhia de Transmissão de Energia (CTEEP) acabaram em 11º e 16º lugares no ranking geral, respectivamente, e com bom índice final auditado pela Deloitte. A terceira colocada foi a AES, em 40º, seguida bem de perto pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em 44º.

Para os executivos de TI das empresas, a explicação pode estar na formação dos profissionais e no choque de gerações bem gerenciado. Os cargos executivos são ocupados em sua ampla maioria por engenheiros experientes. Eles estão do lado de muitos estagiários e juniores que também buscam seus diplomas nesta formação. “É algo que pode causar inveja pra muita gente, temos o antigo CPD e a geração Y trabalhando juntos e focados”, argumenta o superintendente de TI da Eletronorte, Eduardo de Oliveira Lima.

Tal configuração tem ajudado as empresas do setor a se manterem atualizadas no seu parque tecnológico e a sempre testarem novidades que surgem no mercado. Na Eletronorte, a TI ajuda no projeto de virtualização de 110 servidores e dos blogs departamentais e da presidência. Tudo é levado por todos, independentemente da idade. “O maior benefício da mistura é a troca de ideias, não tem nada a ver com separar os projetos pela idade”, diz Lima.

Em 2010, um dos grandes projetos é algo que poderia assustar qualquer um que se encaixe no conceito de geração Y. A empresa, por definição do órgão regulador, precisa ter um manual de todo patrimônio rodando em seu sistema. Os dados exigidos são inclusive do histórico de aquisição e depreciação do ativo. Sem isto, fica em desacordo com as regras de mercado, perde competitividade e pode sofrer consequências duras do regulador.

O monte de números e planilhas que precisam ser digitalizados e relacionados passa longe da preferência de trabalho da geração Y. A Eletronorte usa um controle do portfólio de projetos e uma gestão informal da inovação para evitar esse choque cultural que poderia influenciar nos resultados e no clima organizacional. As equipes se misturam e a troca de ideias é constante. Não existe uma equipe de inovação, mas há líderes para os projetos. Eles são identificados pelo executivo de TI e passam a trabalhar nesse sistema. “Temos jovens que pedem aconselhamento sobre novas tecnologias para gente de cabelo branco e senhores que adoram ajudar os mais novos nos projetos”, aponta Lima.

Assim, a empresa colecionou uma série de inovações no último ano. Em 2010, existiam 40 projetos na TI. Todos foram implantados ou estarão rodando até o fim do período. São inovações que vão de compliance, passam pela modernização de sistemas e chegam até a tecnologia embarcada nos equipamentos de geração de energia. “Todos conhecem não somente a TI, mas o funcionamento da empresa, o que ajuda nos resultados”, explica o executivo.

Na segunda colocada na categoria, essa característica dos funcionários também existe. Mas há uma explicação suplementar para o bom desempenho do setor em As 100+ Inovadoras. “Corremos muito para recuperar o passivo de TI e modernizar a empresa nos últimos anos, agora as estratégias que se abrem no novo ciclo são beneficiadas pela gestão da inovação que aprendemos”, comenta o gerente de TI da CTEEP, Matheus Araújo.

Realmente, em uma recuperação dos premiados dos últimos anos, é possível ver que havia uma preocupação extrema em cuidar de infraestrutura. Em 2010, as ideias novas começam a aparecer. “O ritmo só não é maior porque há muita regra legal que devemos nos preocupar e há a questão dos prazos das concessões do setor que também interferem nos esforços de TI”, diz.

Mesmo assim, a CTEEP conseguiu inovações que podem até elevar o valor da companhia em qualquer mudança brusca de mercado. Em 2010, foi implantado um BI para o setor financeiro. Com isso, os cenários de investimentos e controle ficaram muito mais afinados. O projeto foi levado pela TI, mas com a participação dos gestores da área de negócio que ajudaram a modelagem do sistema de acordo com a visão da empresa.

É uma amostra de como funciona a gestão da inovação na empresa. A TI e os negócios estão juntos não por uma imposição da alta direção ou uma obediência ao discurso que ecoa por todos os cantos. É uma necessidade.

Muito dessa união vem do sistema de gestão do conhecimento que a empresa adotou nos últimos meses. A solução roda na intranet e é baseada no SharePoint, da Microsoft. A tecnologia é conhecida pelo setor de educação, por exemplo, mas, é algo recente no setor elétrico. “É um exemplo de como um projeto e investimento que tem toda a cara de TI influi na cultura de inovação de uma empresa”, diz Araújo.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas