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100+: amadurecendo inovação na indústria de base

Campeã da categoria, Paranapanema aposta no poder da especialização e vice-campeã, Embraco, investe na modernização da sua TI

Publicado: 21/05/2026 às 14:55
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100+: amadurecendo inovação na indústria de base
Construção civil — Foto: Reprodução

O setor de siderurgia, metalúrgica, mineração e mecânica já não ostenta o título de área com o menor nível de investimentos estratégicos – posição ocupada neste ano pela categoria química e petroquímica. Mas não há muitos motivos para comemoração. As empresas do grupo permanecem com o menor porcentual de iniciativas de experimentação e crescimento. Ao lado das companhias automotivas, elas investiram em média 25% do total do orçamento de tecnologia em projetos considerados estratégicos, abaixo, portanto, da média geral, que foi de 28%. A boa notícia é que o setor consegue se destacar na gestão de portfólio, item crucial na geração de valor de TI para o negócio. Mas a nota do setor nesse item (0,63), embora acima da média geral de 0,5 – ainda é considerada baixa pelos analistas.

A produtora de cobre Paranapanema, campeã pelo segundo ano consecutivo em seu segmento, está entre as que puxam a TI do setor para um estágio mais maduro. A empresa tem buscado no mercado e no meio acadêmico modelos de gestão mais adequados às necessidades do negócio. Em 2009, passou a adotar a nomenclatura business process expert (BPX) para definir especialista que reúne habilidades em análise de negócios, em consultoria de aplicações e em modelagem avançada. “Montamos um escritório de processos subordinado à TI, onde atuam oito pessoas especializadas nas áreas mais diversas, de qualidade a planejamento, passando por produção e vendas”, informa Alessandre Galvão, CIO da empresa.

A atuação do novo time, que recebeu a tarefa de mapear todos os processos de negócio, já produz impactos positivos no dia a dia da companhia. Ficou mais fácil o trabalho de validar cada demanda de TI, levando em conta as melhores práticas do mercado. “A iniciativa é inovadora porque poucas empresas conseguem manter atualizada a documentação de mapeamentos de seus processos por meio de uma equipe qualificada e focada, como é o nosso caso.”

A Paranapanema espera potencializar ainda mais o forte impulso obtido por sua TI nos últimos anos, em especial após a criação de escritório de projetos que resultou na duplicação de entregas em tecnologia. O número de projetos implementados saltou de nove durante todo o ano de 2009 para cerca de 30 atualmente, dos quais pelo menos 30% são considerados de inovação. “E ainda estamos em agosto”, assinala o CIO. Na fabricante de cobre, a TI é vista como uma área de concentração de metodologias e de pesquisa de práticas diferenciadas e estruturadas que auxiliam as demais áreas a garantir maiores ganhos. “Conseguimos internamente um alto grau de reconhecimento como setor inovador e capaz de impulsionar o negócio”, diz Galvão. A equipe se vale de metodologias como DMAIC (sigla para define, measure, analyze, improve and control) e DFLSS (design for lean six sigma) para diferenciar projetos de melhoria contínua daqueles que são de fato inovadores. Enquanto o DMAIC melhora o que já existe, a estratégia de DFLSS é usada para desenhar e distribuir novos processos.

Modelo centralizado

Vice-campeã no segmento, a Embraco, fornecedora de compressores herméticos para refrigeração, concentra no Brasil as políticas de inovação e gerenciamento de TI destinadas a todas as suas operações. Com sede em Santa Catarina, o grupo opera fábricas na Itália, Eslováquia e China, além de manter escritórios nos Estados Unidos, México e Itália. Os altos custos envolvidos no processamento centralizado exigem da corporação esforço expressivo de modernização da sua TI, que tem na SAP o principal parceiro tecnológico. “A tecnologia, inclusive a que permite colaboração e comunicação instantânea em todos lugares, é estratégica para nós. Se não usarmos o que há de mais eficiente e moderno, o modelo centralizado se torna caro e inviável”, diz o CIO da Embraco, Raul Moreira.

De acordo com o executivo, pela própria natureza do negócio, a inovação é encarada com naturalidade na Embraco, que mostra-se aberta e tolerante, inclusive, a experimentos que não preveem uso imediato. Para ilustrar, o CIO relata que o site da companhia foi totalmente reescrito para suportar Web 2.0. O executivo revela que, do total de projetos de experimentação (que consomem 15% do orçamento de TI), cerca de 30% não alcançam o resultado esperado e morrem. “Consideramos uma distribuição normal, porque sabemos que, quando se busca inovação, a taxa de mortalidade pode ser alta, mesmo com todo o planejamento e cuidados dispensados”, diz.

A Embraco avalia que, por ser uma empresa relativamente madura do ponto de vista de processos, as oportunidades de inovação muitas vezes surgem dentro de uma melhoria específica, sem necessariamente representar grandes rupturas. “Entendemos que grande parcela de inovação ocorre naquela fatia de projetos que classificamos como triviais ou de manutenção”, diz o CIO. Ele cita a implementação da nota fiscal eletrônica em 2009. “Poderia ter sido feita na forma convencional, ou seja, usar o módulo da SAP e criar um ambiente extremamente complexo para administrar internamente o sistema. Em vez disso, inovamos com um consórcio formado por empresa de outsourcing para processamento e prestador de serviço para manutenção. Assim, a solução se integra ao nosso SAP, mas roda completamente fora de casa.”

Com um histórico que inclui um contrato de consumo on demand de link de dados quando o conceito ainda era desconhecido no Brasil, a Embraco investe alto na modernização das ferramentas de comunicação, como a videoconferência baseada na internet implementada no fim do ano passado. O projeto aposentou a tecnologia ISDN e colocou à disposição dos profissionais recursos sofisticados para compartilhamento de conteúdo em vários formatos. “A utilização da videoconferência saltou de duas horas por mês para sete horas diárias, com impactos significativos e de várias naturezas.”

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