O tema marcou painel do Intercâmbio de Ideias na segunda edição do IT Forum +
O conceito de TI Social estende-se para além do que a indústria de tecnologia cunhou chamar de TI Verde. Envolve não somente o meio ambiente, como também o impacto social. O assunto foi debatido na sexta-feira (08/10) no painel Intercâmbio de Ideia, do IT Forum + 2010, facilitado por Marcelo Hirata, CIO da Zatix, e Cleyton dos Santos Souza, que apresentou um case implementado na Artecola. O debate foi marcado por momentos de discussão, sobretudo, quando se abordava o aspecto social em si e a real economia que alguns hardwares podem proporcionar.
Hirata apresentou seu projeto de unificação de servidores onde, além da redução de equipamentos, cortou em 45% o consumo de energia, diminuiu em cerca de 35% o consumo de ar-condicionado e trabalhou o descarte ecologicamente correto dos servidores antigos. Mas ele entende, entretanto, que é preciso ir além. “Pensar o que abrange isto, quais controles. É muito abrangente e está no nosso dia a dia e muitas vezes não percebemos como podemos contribuir.”
Para Usiel Carneiro de Souza, CIO do Banestes, o governo deveria criar uma política pública para isto. “No banco tentamos varias formas de decartes. Agora fizemos parcerias com prefeitura, associações, igrejas e ajudamos montar salas para inclusão digital. Temos de fazer pressão para que o governo federal entre nisto, crie.”
O painel mediado por Cleyton, por outro lado, se ateve muito às ações de redução de consumo energético e como convencer o board a aposta em TI social ou TI verde. De acordo com o executivo, em sua passagem pela Artecola, o processo de convencimento contou apenas com um slide, que apresentava todos os benefícios que o investimento poderia trazer. “TI Social hoje é um diferencial. Ganhamos um fornecedor pela forma que enxergamos a sustentabilidade e a TI Verde”, aponta. O projeto apresentado na companhia passou contou com um processo de lixo eletrônico, escolha de fornecedor verde, tecnologia verde, economia em impressão, política de redução de consumo de energia e educação ambiental. Cleyton afirma que em seis meses mudou o cenário na corporação.
Leia mais: