Para ganhar relevância, é preciso preocupação com conteúdo e manter interação constante com o público
Usar qualquer rede social como um agregador ao negócio tem sido o dilema de muitas companhias. Ingressar sem uma estratégia pode ser um erro fatal e gerar efeito contrário ao desejado inicialmente. Além disso, preocupações relacionadas à segurança e conteúdo tendem a tardar o movimento de entrada, dependendo do perfil da corporação. Apesar de ser um time de beisebol e com menos barreiras que um banco, por exemplo, o San Francisco Giants fez toda a lição de casa antes de dar as caras no Twitter. E o negócio deu certo. A presença da equipe no microblog virou uma espécie de case nos Estados Unidos. O segredo?
“Começamos há um ano. Queríamos entender melhor e usar isso de forma efetiva para agregar à marca. Começamos com a ideia de trazer os fãs para mais perto do clube, dos jogadores. No início eram quatro mil seguidores e hoje temos centenas de milhares”, relata Bryan Srabia, diretor de mídias sociais do time. O executivo ensina que é preciso estabelecer “a voz da marca” na rede, até porque, será gerado um diálogo em sua página, além disso, ele aconselha a não desatentar ao conteúdo, frisando a importância de interagir constantemente. “A informação é chave para engajar os fãs e estabelecer uma relação mais completa, seja no Twitter ou Facebook.”
As ações via Twitter são as mais diversas, vão desde comentários sobre os bastidores do time, treinamentos ou mesmo a concessão de uma entrevista a algum meio de comunicação, passando por descontos, conteúdos gerais sobre esportes e uma espécie de tira dúvidas. “Você tem que ouvir e responder às questões mais que falar e questionar. Fizemos tanto sucesso no Twitter que isso virou um case. E não importa apenas o número de seguidores que temos, mas como é essa interação.”
Após apresentação no Engage 2011 (leia coberrtura completa), evento anual da Webtrends, Srabia conversou com a InformationWeek Brasil onde explicou que, no início do projeto, o maior desafio era ampliar o número de fãs/seguidores, mas com qualidade. “Sabíamos que tínhamos muitos fãs no Twitter, mas não necessariamente eles nos seguiam. A partir de então, criamos uma estratégia para criar e atualizar conteúdo e estabelecer nossa voz na rede social, levando mais que informações sobre beisebol, mas postando fotos, falando sobre eventos futuros, conversando diretamente com os fãs a partir das mídias sociais. Assim, passamos a ganhar cada vez mais seguidores e o crescimento foi fantástico. Hoje estamos no Twitter e Facebook com essas ações e fazemos diversas coisas em nosso site também.”
Para entender o resultado dessas ações, eles utilizam no Giants diversas ferramentas de análise, a maioria gratuita, mas Srabia reconhece que precisa de algo mais consistente, especialmente no que tange as redes sociais. O executivo afirma que já negocia com fornecedores para ter uma avaliação mais aprofundada dentro das redes sociais e também em blogs. Antes de terminar a conversa, a reportagem pediu que ele aconselhasse as empresas que buscam uma atuação forte nesses canais e, sem pensar muito, disparou: “O melhor conselho é ter paciência, porque é algo de médio para longo prazo. Não adianta entrar e achar que terá sucesso imediato, isso não acontece. Não importa o número de fãs que você tem, mas o tipo. Minha dica é que a empresa desenvolva uma estratégia de longo prazo e tenha os ouvidos abertos.”
*O jornalista viajou a San Francisco a convite da CLM