Amadurecimento de tecnologias coloca gestores frente a frente com um cenário de disrupção
Sofisticado na adoção e uso de tecnologia, o setor financeiro encontra-se frente a frente com uma porção de desafios em um futuro próximo. Gustavo Roxo, vice-presidente de meios do Santander, lista seis questões que transitam no horizonte tecnológico dos gestores dessas instituições: multiplaformas, diversidade de interação, infraestrutura, segurança, inovação disruptiva e redes sociais.
“É um momento de reflexão”, vislumbra o executivo, que também responde como diretor setorial de tecnologia da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) em um evento pré-Ciab (Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação), na quarta-feira (23/03). “O futuro é promissor e estamos em um momento de investimento para coisas que façam a diferença”, completa.
Na visão de Roxo, o desafio reside em repensar como posicionar tecnologia e negócio bancário dentro de um mundo que passa por intensas transformações. Dentre as inquietações do VP, surgem questões como computação em nuvem e acelerar o ritmo das inovações.
Cassio Dreyfuss, vice-presidente de pesquisa do Gartner, acrescentou pontos para ajudar os participantes do painel a direcionar suas reflexões quanto a TI. “Entre 2010 e 2012, muitas tecnologias chegarão ao seu estágio de maturidade”, diz, para acrescentar: “O cenário aponta para disrupção do ambiente tecnológico das companhias”.
O especialista acredita que a junção dessas diversas aplicações, até então em amadurecimento e dispersas, amplificará os dilemas que tocarão as rotinas dos CIOs dos bancos. Ele acredita em um descompasso cada vez mais intenso entre o planejamento e a execução das estratégias de TI forçadas pelas pressões externas, como ciclo de vida de inovações cada vez mais curtos.
Ele sugere que, para resolver tal ponto, os gestores tecnológicos precisarão reforçar aspectos de alinhamento, coordenação e integração com o negócio e dar ênfase a uma forma mais ágil de colocar a estratégia na rua, o que passa por uma arquitetura mais flexível e governança que considera colaboração e parceiros de mercado.