Profissional de tecnologia precisa mostrar habilidades de negócio. Quem conseguir lidar com os dois lados da atividade estará pronto
Depois da série sobre oportunidades e formação em TI, publicada no início deste ano no IT Web, a revista InformationWeek Brasil preparou uma reportagem especial com sete matérias que mostram os diferentes caminhos para alcançar o sucesso no disputado setor de tecnologia da informação. As matérias começam a ser reproduzidas no IT Web nesta terça-feira (02/09). A série visa a revelar as perspectivas para os profissionais com cinco, dez, 15 e 20 ou mais anos de mercado, as alternativas empreendedoras e como será o CIO do amanhã.
Confira a primeira das sete reportagens:
A carreira em tecnologia não é mais a mesma. Já vai longe a época dos profissionais trancafiados nos centros de processamento de dados (CPDs) e cercados de máquinas herméticas e pesadas. O mercado exigiu uma atualização deste departamento e seus profissionais corresponderam dando um reboot nas suas carreiras e no seu conhecimento. Se, antes, o sucesso pertencia àquele que conseguia falar a linguagem truncada dos computadores, atualmente, merecem os louros quem sabe lidar com as pessoas, os orçamentos, os clientes e os fornecedores.
A transformação está evidente no modo como profissionais com a mais variada experiência lidam com a carreira. Quem ainda não abraçou de vez o lado gerencial prepara-se para o futuro com pós-graduação, MBAs ou cursos focados em contabilidade e liderança. “A tecnologia de hoje é muito mais próxima aos objetivos de negócio e isto alterou a formação e as escolhas dos profissionais”, ressalta Mauro Negrete, coordenador do curso de gestão de tecnologia da informação do IBTA.
“Escovadores de bits” têm e sempre terão seu lugar, mas o profissional da vez é o gestor de TI. E nunca o significado desta função ficou tão claro. Este executivo continua cuidando de toda a infra-estrutura técnica. No entanto, neste caso, é mais dando ordens do que colocando a mão na massa. Ele continua a aconselhar sobre o uso da TI e telecom, contudo, seu objetivo é mais abrangente, cuidando para que a companhia tenha um futuro promissor. Ele deve ser um facilitador, alguém que saiba tirar desempenho e lucro do uso da tecnologia. Tudo devidamente planejado, mensurado e divulgado – claro, porque não basta fazer, é preciso mostrar o que foi feito.
“A formação técnica passou a ser pré-requisito, exige-se agora o conhecimento aplicado, o lado humano e a capacidade de lidar com a internacionalização dos negócios”, diz Fatima Zorzzato, especialista em recrutamento executivo e headhunter da Russel Reynolds. Para ela, a mais importante característica que alguém de formação técnica e que deseja chegar ao nível de diretoria pode apresentar é entregar algo de valor para a empresa e seus pares. Ou seja, muito diferente de escrever programas ou fazer implementação de sistemas. E, para complicar ainda mais o cenário, o aprimoramento técnico não pode ser descartado completamente sob risco de se deixar a formação incompleta.
Para ajudar no direcionamento da carreira de quem começou a vida como “escovador de bits” e almeja galgar degraus na hierarquia das empresas, InformationWeek Brasil reúne neste especial a opinião de profissionais que estão no início desta jornada e outros com até mais de 20 anos de profissão e atuantes na cúpula das corporações globalizadas. Eles dão dicas de como se portar e aproveitar as oportunidades que surgem. Ainda no especial, saiba como aflorar sua veia empreendedora na reportagem sobre os caminhos para montar uma empresa atrativa a investidores. E também: pesquisa revela como será o CIO do futuro.
Mas antes de continuar a ler o especial guarde um bom conselho: desde que o mercado exigiu um upgrade nos departamentos de TI, muitos profissionais se apaixonaram pela mistura da tecnologia com negócios. Uma união que parece destinada a durar uma eternidade.
Dicas de sucesso