Projeção é de Silvo Meira, especialista na área, que prevê o dobro de retorno caso esses recursos sejam aplicados
Seriam necessários US$ 5 bilhões em uma década para investir na formação de engenheiros e programadores de software em geral. Esse valor seria a metade do que o Brasil poderia ganhar – caso não fossem considerados ganhos com aumento da competitividade e fornecimento de programas para o mundo – em retorno. A afirmação é de Silvo Meira, cientista-chefe da Cesar e especialista na área.
As informações foram passadas durante a Futurecom 2010, em palestra realizada nesta terça-feira. Quando um participante questionou como resolver o problema do apagão de profissionais da área de TI – que, segundo estimativas de mercado, chegará a 150 mil nos próximos anos – Meira foi enfático: “o governo acha que somente as universidades podem resolver esse problema. Mas não. Outras entidades e órgãos de capacitarão também podem ser agentes nesse processo.”
Ele citou como exemplo a própria Cesar, entidade de formação do Recife sem fins lucrativos e que já conta mais mais de 720 profissionais. ” O mercado de software brasileiro é de US$ 15 bilhões. Isso não é nada em relação ao mundo como um todo” , afirmou.
Segundo ele, esse processo gera um efeito extremamente negativo para a indústria brasileira, uma vez que, não produzindo tecnologias de ponta, o País fica sempre atrás na corrida de desenvolvimento, tornando-se um consumidor de produtos caros. ” Entregamos o ouro e ficamos com a bijuteria” , finalizou.
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