Para Mauro Negrete, COO da GRV e professor do Insper e IBTA, deve-se ter um sonho e caminhar para ele como se fosse o grande alvo
Extremamente difundido entre especialistas, o exercício do planejamento da carreira é muito difícil de ser feito, principalmente, no dinâmico cenário de hoje, quando tudo ocorre mais rapidamente e os ciclos de vida dos produtos – e de projetos – são mais curtos.
Os executivos que integraram o debate da quinta edição do 1.2.1 Network (leia especial com todas as matérias), que ocorreu nesta
quinta-feira (2/12) e discutiu evolução e novas competências dos CIOs, chegaram no consenso de que é impossível fazer uma previsão de longo prazo. “Não acho que planejar carreira seja factível”, sentenciou Mauro Negrete, COO da GRV Solutions e professor do Insper – Instituto de Pesquisa e Ensino e da faculdade
IBTA – Grupo IBMEC.
Para Negrete, os profissionais precisam entender e desenvolver os conhecimentos e as habilidades necessários para cada etapa da vida profissional. “Não se não consegue planejar. Valores e princípios são mais importantes.” Na visão dele, para ter sucesso, é preciso ter um sonho – que é o alvo – com o caminho para alcançá-lo podendo ser ajustado durante a jornada.
Papel do gestor
Cabe também ao líder orientar sua equipe e mostrar os diversos caminhos da carreira. “Sempre acreditei que profissional de tecnologia tem formação que é diferente de outros profissionais do mercado, que é um problema. As faculdades não têm preocupação em formar gestor; os cursos estão muito focados na parte técnica”, explica Negrete, que diz que procura passar às equipes que entender de pessoas e do negócio é mais importante, porque tecnologia hoje é feita para servir os indivíduos. “Se profissional não se atentar para isto, ele terá problemas, porque carreira em Y não é comum nas companhias.”