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Cai o número de interessados em comprar na Web via celular

Consumidores de oito países não têm costume de fazer compras

Publicado: 28/05/2026 às 20:20
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4 minutos
Cai o número de interessados em comprar na Web via celular
Construção civil — Foto: Reprodução

Apenas 12% dos usuários de celulares entrevistados na Finlândia, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos afirmaram que pretendem usar os telefones móveis para fazer compras na Web. A nova pesquisa revela um declínio significativo em relação ao primeiro estudo, realizado no ano passado, que registrou 32% de pessoas afirmando fazer compras via celular.

Com o objetivo de avaliar o grau de aceitação das novas tecnologias do setor de telecomunicação móvel para o comércio eletônico, as empresas entrevistaram, durante seis meses, quase 1,6 mil assinantes de celular nos oito países.

Charles Coates, vice-presidente da A.T. Kearney para a área de Indústrias de Consumo e Produtos ao Varejo, avalia que a maioria dos consumidores ainda não está pronta para efetuar compras na Internet com seus telefones celulares.Embora venham sendo feitos investimentos significativos, mundialmente, para introduzir os serviços de dados via telefonia móvel, a aceitação pelo consumidor ainda se encontra flagrantemente atrasada. Até o o momento, o comércio móvel ainda não foi incorporado nos hábitos de compra dos consumidores. A atração pela economia digital ainda se encontra em um estágio embrionário, afirma Coates.

Os Estados Unidos foi o país que mostrou maior declínio quanto a intenção dos consumidores. O Índice Mobinet caiu de 34%, registrado no ano anterior, para 3%. Um pouco mais de 1% dos entrevistados já fez alguma compra na Web via celular, sendo que esta porcentagem inclui consumidores de apenas três países: Japão, Finlândia e Reino Unido.

No entanto, apesar de a intenção de efetuar compras com telefones sem fio tenha declinado, o número das diferentes finalidades de uso dos celulares está aumentando, sobretudo entre usuários cujos aparelhos já estejam capacitados para acesso sem fio à Internet. Na Europa, 75% dos entrevistados usam o celular para o serviço de mensagens instantâneas, sendo que no Japão 57% e nos Estados Unidos 27%.

Mitch Mitchell, vice-presidente da A.T. Kearney e um dos líderes da Prática de Comunicações, afirma que a intenção de compra pode ser baixa atualmente, mas as pessoas estão usando esta tecnologia de outra forma. Segundo ele, quando os consumidores adquirirem maior experiência e familiaridade com serviços de Internet acessados por aparelhos sem fio, o conforto e a confiança nas operações do comércio eletrônico móvel também deverão explodir.

O Prof. Chong Choi, da Cambridge Business School, disse que os resultados da pesquisa continuam a enfatizar uma das principais conclusões do primeiro estudo. Mais especificamente, parece que o uso do celular está passando por um ciclo evolucionário: primeiro, foi usado para as comunicações por voz, a seguir, como uma ferramenta de comunicações baseada em texto (serviços de e-mail, mensagens curtas) e, finalmente, como uma ferramenta de compra.

O Mobinet sugere que a indústria das telecomunicações móveis deve reagir rapidamente para reverter o resultado e encontrar maneiras eficientes de promover o conceito do comércio móvel, a fim de recuperar os altos investimentos feitos na aquisição de licenças e infra-estrutura. De acordo com o estudo, a penetração da tecnologia de Internet é menor do que a previstao, com apenas 16% dos usuários de telefones celulares dos oito países alegando que possuem um telefone capacitado para acesso à Web.

Coates afirma que poderiam ser feitas campanhas de marketing conjuntas, empreendidas por provedores de serviços, hardware e conteúdo. Por exemplo, acordos para orquestrarem o lançamento de novos equipamentos com o de serviços; desenvolvimento conjunto de novos aparelhos, websites de serviços e de múltiplos aparelhos inteligentes; marketing colaborativo, assim como promoções conjuntas. Ele acredita também, que o comércio varejista deve acelerar seu envolvimento e participação em programas e projetos pilotos.

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