No fim do ano, com as fortes chuvas, a empresa de um amigo m
Algumas horas, pareceram-me adequadas, mas e se esta empresa fosse um hospital? Algumas horas poderiam representar algumas vidas. E afinal de contas quanto vale uma vida? E quanto valem os seus dados vitais?
Na era da Internet e dos negócios em tempo real a palavra backup parece mais um achado de arqueologia digital. Mas ainda é um dos ensinamentos básicos que nossos alunos recebem durante seus cursos de graduação.
Cada ano temos calouros que julgam saber muito sobre informática e por isto desprezam alguns dos princípios básicos que regem a Tecnologia de Informação. O primeiro princípio básico continua sendo, por mais arcaico que possa parecer, o backup!
Aqueles que numa atitude menos arrogante fazem cópias de seus trabalhos passam na primeira prova da faculdade: entregar seus trabalhos em dia, mesmo que uma pane, em seus computadores, provoque perda de dados. Os mais intrépidos que por ventura não passem por dificuldades computacionais, certamente um dia experimentarão o dissabor do excesso de confiança nas máquinas. Talvez não sejammais calouros, mas acabarão por sentir o calor e o suor por perder informações essenciais.
Temos visto, até pela televisão, cenas como a tragédia do World Trade Center e como um plano de recuperação de desastres pode ser colocado à prova na vida real!
Muitas empresas têm adotado sistemas de segurança que incluem redundância de discos, sistemas de processamento, de geração de energia elétrica, e até mesmo de data centers inteiros, mas mesmo hoje em dia encontramos companhias que confiam à sorte seus dados e informações, ao negligenciarem suas cópias de segurança e planos de contingência.
A questão não é se uma tragédia vai acontecer conosco, mas sim quando vai acontecer e se nós estaremos preparados adequadamente.
Um outro amigo ligou-me, na semana passada, pedindo ajuda porque suas fitas DATs (com seus backups) não puderam ser restauradas. Depois de algumas perguntas descobriu-se que o motivo da falha era a troca da unidade em que as fitas haviam sido originalmente gravadas. Nada que não pudesse ser resolvido com uma literal escavação arqueológica! É por isto que backups em fitas requerem uma série de cuidados que incluem testes periódicos de leitura.
Muitos possíveis problemas podem surgir rapidamente à nossa mente, alguns mais recentes como o ?apagão? do dia 21 de janeiro ou os vírus que circulam livremente pela Internet. Outros, não tão corriqueiros como um incêndio ou um raio.
O fato é que a maioria de nós só será realmente sensibilizado em relação a importância de data centers, única e exclusivamente para redundância e backup de dados, quando perdermos algo muito importante (talvez nosso emprego).
Lembro-me de alguns amigos que só aprenderam a importância de um backup quando tiveram seu notebook roubado ou seu disco rígido pifado. E agora, já sabe quanto valem os seus dados?
Neste ano que agora se inicia expresso os meus votos de que todos encontremos paz, especialmente aquela proveniente da segurança suprema de um bom e confiável backup!