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Youtube

Moderadores do YouTube são pressionados a assinar termo de isenção

O time de revisão de conteúdo da Accenture, empresa terceirizada que presta serviços para o YouTube ao moderar vídeos classificados como impróprios, recebeu no final do ano passado um termo no qual eles reconheceriam que seu trabalho poderia causar doenças psicológicas, como o estresse pós-traumático (PSTD, na sigla em inglês).  Em um documento chamado “Acknowledgement” […]

Publicado: 12/05/2026 às 02:49
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3 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

O time de revisão de conteúdo da Accenture, empresa terceirizada que presta serviços para o YouTube ao moderar vídeos classificados como impróprios, recebeu no final do ano passado um termo no qual eles reconheceriam que seu trabalho poderia causar doenças psicológicas, como o estresse pós-traumático (PSTD, na sigla em inglês). 

Em um documento chamado “Acknowledgement” (“Reconhecimento”), enviado pela plataforma DocuSign e ao qual o The Verge teve acesso, o conteúdo possui trechos nos quais o colaborador afirmaria reconhecer que revisar conteúdos perturbadores faz parte de seu trabalho e que pode haver consequências para a saúde, como o desenvolvimento de estresse pós-traumático. 

A íntegra do comprovante teria duas páginas e uma borda preta nas folhas, para sinalizar que não se trata de um simples papel. É o primeiro caso no qual uma empresa reconhece os perigos de se lidar com a análise de conteúdo marcado como impróprio. 

As dificuldades enfrentadas pelos moderadores de conteúdo de plataformas como Facebook, YouTube e Twitter vieram à tona durante o ano passado, quando o próprio The Verge realizou uma série de reportagens contando a realidade dos terceirizados que trabalhavam para o Facebook: baixo salário, condições quase precárias de trabalho e pouco apoio para lidar com o dano psicológico causado pela exposição a imagens extremamente violentas.  

A Cognizant, empresa que prestava esse serviço para a rede social, anunciou em novembro passado o fechamento dessa divisão.  

Responsabilidade das companhias 

Além do YouTube, a Accenture também presta serviços para o Facebook e Twitter, que não comunicaram se a empresa enviou o mesmo formulário aos seus terceirizados.  

Dentro do documento, o funcionário também se colocaria como responsável por monitorar sua saúde mental e informar à empresa caso sinta que algo não está certo. No mesmo papel, a marca afirma que conta com várias redes de suporte caso o funcionário acredite estar com o transtorno, em especial o auxílio do departamento de recursos humanos. 

Para o The Verge, a Accenture comunicou que a assinatura do documento é voluntária, mas funcionários que conversaram de forma anônima com a publicação afirmam que estão sendo ameaçados de demissão caso não concordem com os termos.  

Especialistas que conversaram com o site afirmam que a assinatura do documento, no qual os funcionários seriam abrigados a informar para a empresa alguma instabilidade emocional, poderia ser visto como ilegal, já que forçaria o colaborador a se colocar numa posição de vulnerabilidade.  

Procurado, o Google enviou o seguinte comunicado:  

“Os moderadores fazem um trabalho vital e necessário para manter as plataformas digitais mais seguras para todos. Escolhemos cuidadosamente as empresas com as quais fazemos parceria e exigimos que elas forneçam recursos abrangentes para apoiar o bem-estar e a saúde mental dos moderadores.” 

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