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Loft expande negócios e pretende contratar mais no primeiro trimestre

A lógica por trás do negócio da Loft é simples e milionária. Um negócio que busca facilitar a compra e a revenda de apartamentos que, desde a sua fundação, em 2018, já levantou cerca de US$ 275 milhões em investimento anjo. No pool de investidores, nomes conhecidos do mercado que incluem Max Levchin do PayPal, […]

Publicado: 10/05/2026 às 06:18
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6 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

A lógica por trás do negócio da Loft é simples e milionária. Um negócio que busca facilitar a compra e a revenda de apartamentos que, desde a sua fundação, em 2018, já levantou cerca de US$ 275 milhões em investimento anjo. No pool de investidores, nomes conhecidos do mercado que incluem Max Levchin do PayPal, Joe Lonsdale da Palantir, Mike Krieger do Instagram e David Vélez, do Nubank, além de investidores globais de capital de risco, como Vulcan Capital, Andreessen Horowitz, Fifth Wall Ventures, QED Investors e Thrive Capital; e fundos locais, como Monashees, Valor Capital e Canary.

A Loft é o primeiro e, até então, o único investimento da Vulcan Capital na América Latina e o primeiro e único investimento brasileiro para Andreessen Horowitz. Ela também é a startup brasileira a se tornar unicórnio, título dado às startups que batem US$ 1 bilhão em valor de mercado, em menos tempo na história do País – 16 meses.

“Começamos 2019 com 100 funcionários e crescemos para mais de 450. Nossa expectativa é chegarmos a mais de 550 até o primeiro trimestre de 2020. Esse crescimento acelerado chamou a atenção de investidores e levantamos, em series C, o novo aporte de US$ 175 milhões”, diz o co-CEO da empresa, Mate Pencz.

A plataforma digital utiliza machine learning para precificar imóveis usados e agilizar o processo de compra, reforma e revenda de apartamentos. Ao combinar dados reais de transações com um modelo proprietário de machine learning, a plataforma pode precificar cada apartamento de acordo com sua particularidade, sem a necessidade de visita prévia de corretor, utilizando apenas informações solicitadas ao usuário através do preenchimento de um formulário.

A desburocratização da transição é o mote central do negócio para Pencz. “O mercado imobiliário residencial na América Latina é uma oportunidade de US$6 trilhões. Entretanto, a falta de transparência de dados e de um mercado consolidado contribui para listagens de baixa qualidade e redundantes, preços inflados e demora para finalizar transações, criando uma experiência dolorosa para compradores, vendedores e corretores”, diz.

Expansão

Mesmo com a retomada do crescimento do setor imobiliário em 2018, o executivo acredita que o sucesso da Loft seja, sobretudo, em função do modelo de negócio inédito, não somente no Brasil, possibilitando assim um crescimento e ampliação exponencial.

“O processo pela busca de um imóvel costuma ser demorado e, quando concluído, muitas vezes não atende às expectativas e necessidades do cliente. Ao entregarmos um imóvel pronto para morar e ao conferirmos liquidez a um mercado com vários gargalos, passamos a reinventar a dinâmica do setor. Além disso, nosso modelo de negócio por si só apresenta uma oportunidade enorme em mercados emergentes, o que contribuiu para que o nosso crescimento fosse acelerado”, comenta Pencz.

Criada em São Paulo por Mate Pencz e Florian Hagenbuch, dois executivos que também criaram juntos a Printi, uma das principais gráficas do país, a Loft expandiu atuação em novos bairros da capital paulista, além de já ter iniciado operação na capital Rio de Janeiro. A empresa agora mira, ainda este ano, atuar em mais três capitais brasileiras e na Cidade do México.

“A Loft iniciou a operação com imóveis nos bairros Jardim América, Jardim Paulista e Itaim Bibi e expandiu sua operação. Com o passar do tempo, a empresa diversificou seu portfólio e passou a trabalhar com imóveis entre 25m² e 330m²”, conta o empreendedor.

No primeiro mês do ano, a empresa chegou a oito novos bairros e até março busca chegar em outros sete, dobrando o inventário de 300 mil para 600 mil imóveis potencialmente atingidos pela operação. Segundo a empresa, mais de mil apartamentos já foram transacionados em São Paulo desde o início da operação, em agosto de 2018.

“O modelo de negócio da Loft pode ser facilmente replicado em outras cidades do mundo que também necessitam de mais transparência e liquidez nas transações imobiliárias. São Paulo foi a primeira”, diz Pencz .

O molde de atuação é o mesmo nesses dois anos de vida, mas segundo Pecz, os últimos investimentos já permitiram algumas melhorias nos processos, como a inclusão dos corretores em todas as operações e o novo método de avaliação que elimina uma primeira visita técnica ao imóvel, substituindo por um formulário com todas as informações necessárias para preenchimento do corretor. A empresa busca também operar com novas categorias de produtos e planeja escalar as linhas de produtos financeiros, incluindo hipotecas e seguros.

Mate Pencz, Co-CEO da Loft

Como funciona a Loft

A partir do site da Loft, proprietário ou corretor de imóveis pode disponibilizar um apartamento para venda. Na sequência, as condições físicas e estruturais do imóvel são avaliadas e são coletadas informações de apartamentos similares da região.

“Todos esses dados são colocados no sistema para que seja possível chegar a um valor justo de oferta. Após a aquisição pela Loft, todos os imóveis passam por uma revitalização antes de serem disponibilizados para a venda na mesma plataforma. O objetivo é facilitar a jornada de compra de uma nova casa, que muitas vezes envolve a reforma do local escolhido”, explica Pencz.

O executivo conta que a média do valor pedido em um imóvel é de até 43% acima do real, preço encontrado nas plataformas de venda de imóveis atuais. A partir do recurso “Quanto Vale Meu Apartamento”, disponível no site da Loft, a empresa consegue aumentar o banco de dados e oferecer ao usuário uma precificação que promete ser mais condizente ao mercado.

Dentre os dados avaliados pela plataforma para estabelecer a precificação dos imóveis estão: matrícula, histórico de transações e características do imóvel, como número de dormitórios, pé direito etc. Os resultados, mínimo e máximo, são estimativas e dependem do estado de conservação e da planta de cada apartamento. “Com isso, além de trazer mais clareza e segurança para o consumidor, ela ajuda o setor como um todo a praticar preços mais assertivos”, afirma o co-CEO da Loft.

Além do “Quanto Vale Meu Apartamento”, a Loft também conta com o site “Cadê meu Apartamento”, que possibilita que o consumidor filtre suas buscas de acordo com o valor desejado, quantidade de quartos e bairro.

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