ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
Coronavírus
inteligência artificial

Empresas de tecnologia apostam em inteligência artificial para moderar conteúdos

Empresas de tecnologia da área de conteúdo estão investindo no uso de inteligência artificial para substituir o trabalho dos moderadores de conteúdo, que nesta semana foram enviados para casa como forma de diminuir a incidência do novo coronavírus (Covid-19).  Em destaque desde o ano passado, o serviço de moderação de conteúdo empregado por firmas como […]

Publicado: 09/05/2026 às 05:13
Leitura
3 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Empresas de tecnologia da área de conteúdo estão investindo no uso de inteligência artificial para substituir o trabalho dos moderadores de conteúdo, que nesta semana foram enviados para casa como forma de diminuir a incidência do novo coronavírus (Covid-19). 

Em destaque desde o ano passado, o serviço de moderação de conteúdo empregado por firmas como Facebook e Twitter é realizado por funcionários contratados por essas empresas por meio de firmas como Accenture e Cognizant, para revisar conteúdos classificados pelo algoritmo como violentos ou com exposição à nudez.  

À parte das questões já levantadas sobre o nível de segurança mental desse trabalho, outra questão delicada diz respeito à privacidade desses dados: os locais de trabalho dos verificadores têm um esquema de segurança bastante rigoroso, com crachás que liberam acesso apenas para locais onde o funcionário precisa realmente entrar e com políticas de segurança como a proibição do suo de dispositivos móveis durante o trabalho. 

Por conta dessas questões (e medo de um potencial vazamento de dados de usuários), as empresas de tecnologia optaram por enviar todos os funcionários terceirizados para casa, remunerando-os pelo período em que deveriam trabalhar. Porém, fica a questão: como continuar o trabalho de moderação se os funcionários não podem ir ao escritório? 

Parte desse trabalho foi absorvida por funcionários internos, mas não é possível dar conta de todas as revisões necessárias. Tentando contornar esse problema, as empresas estão investindo na combinação entre inteligência artificial e machine learning para criar modelos capazes de realizar pelo menos as tarefas mais automáticas de censura. 

O YouTube, por exemplo, é um exemplo de empresa que está adotando IA em boa parte do seu sistema de revisão.  Porém, a companhia já prevê erros de julgamento da tecnologia e avisou que todas as punições apresentadas por esse sistema durante o período de quarentena não gerarão a desativação de um canal. 

Facebook e Twitter também informaram que pretendem aumentar de forma significativa o uso de inteligência artificial para remover conteúdos ofensivos, já prevendo um crescimento de erros e tomando medidas para que as ações mais graves sejam avaliadas por humanos antes de executadas. 

 A decisão surpreende, pois em entrevistas ainda recentes boa parte dessas empresas afirmaram que a aplicação de IA para esse uso ainda era um sonho distante. A hipótese mais provável, contudo, é a de que as marcas aproveitaram o momento (e o quase certo crescimento de uso de suas plataformas), como uma oportunidade para “errar” de forma mais justificada.  

 * Com informações do The Interface 

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas